#Pensares “O desfiladeiro das almas perdidas regurgita de tantas notoriedades” (Por Sérgio Santeiro)


Sobre o tudo
É difícil tolerar esses golpistas
Por que o supremo não cassa esse bandido
Porque é bandido também?
Há advir
Um filme de autor é um filme ao gosto de seu autor
Um filme é o seu modo de produção
Abaixo a matilha
A mídia enlouqueceu a destruir o país
Bozós e bozoas agora maquiados boçalizam geral
Não é possível que um só mané togado pare o país
Joga foro no lixo!
Melhor bebendo que brigando
Aproveita a maluquice pra que nada disto exista
Nenhum titulo de propriedade vale é tudo ilegal
O problema do Brasil é que neguinho acredita na basófia
Atocha a toga
Apenas nos autoritários certos indivíduos tem o poder autocrático sobre a vida alheia
A democracia nem é só ganhar no voto é oferecer oportunidades
A música é mais imediata o cinema é mais complicado
Veículos só devem ser usados para maiores distâncias
O meio massageia-se
A vida não é só o que nós gostamos
É o que os outros gostam também
Dever é um dever
Quando se fala da maravilha que é o capitalismo
Nem se imagina que é uma imensa fraude
Favorecendo a meia dúzia que explora a humanidade
Seria ótimo se fosse para todos
A isso se chama socialismo
Cultura não é o que é produzido
É o que se faz
É tudo o que o humano expressa
O desfiladeiro das almas perdidas regurgita de tantas notoriedades
A realidade é fruto de todos
Não nos damos conta que a desgraça de um país é a dominação estrangeira
Se quiser embarca senão desembarca
Não se dê força ao inimigo
Dê força ao amigo
O compadre da rua

© SANTEIRO, Sérgio



                                                       FOTO © #DRITRINDADE


Sérgio Santeiro é Presidente de honra do FICCA - Festival Internacional de Cinema do Caeté, cineasta, professor, formado em Sociologia e Política pela PUC-RJ em 1967. Realizou exclusivamente filmes de curta-metragem, em geral documentários, marcados por forte sentido de experimentação.
Militante da causa do cinema independente brasileiro, foi um dos fundadores da Associação Brasileira de Documentaristas, tendo integrado suas primeiras diretorias, vindo a ser presidente da ABD do Rio de Janeiro (1981-83) e posteriormente da ABD Nacional (1997-99). Foi um dos grandes batalhadores pela implantação da Lei do Curta nas décadas de 1970-80, e ainda hoje é um dos maiores defensores da volta da aplicação deste mecanismo.
Iniciou-se em cinema com o curta "Paixão", em 1966, e foi diretor-assistente em "Os Herdeiros" (1970), de Carlos Diegues. Em 1989, quatro de seus curtas ("O Guesa", "Viagem Pelo Interior Paulista", "Ismael Nery" e "Encontro com Prestes") foram reunidos pela Funarte em videofonograma da série "Brasilianas" número 10 (VHS/NTSC, 55 min; recentemente relançado em DVD).
Chefiou o Departamento de Cinema e Vídeo (1996-99) e dirigiu o Instituto de Arte e Comunicação Social (1999-2003), Universidade Federal Fluminense, quando a partir de 2000 implantou no Instituto os dois canais públicos de televisão de Niterói: a Unitevê, canal universitário, e a Tv-Comunitária. Também lecionou cinema no CUP - Centro Unificado Profissional, de 1975 a 1981; e na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, de 1975 a 1979.
Mantém uma coluna semanalmente às terças no jornal “A Tribuna”, de Niterói/RJ, transcrita em www.culturadigital.br/santeiro, e, agora, também aqui, na #TS.

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