#ANOS “Nenhum estrangeiro tem direito algum ao que é nosso os que nascemos aqui” (Por Sérgio Santeiro)

Quem não faz quando vai quer fazer quando volta
Há formatos
É preciso quebrá-los
Se derrubar o novo vai ter que derrubar o velho
Antes que o mundo acabe
Variáveis são variáveis
Precisamos de bençãos para o cinema guerreiro
Sempre precisamos de mestres para nos abençoar
E um eterno desbunde
É do sorvete
É mas é o que é
Não há como desconhecer principios fundamentais como o “espirito de época”´ e a “consciência possível”
O maior dos triunfos é ser longevo
Já me disseram que sou estouvado
Não se pode mais dizer verdades a uma mulher
Ela te xinga de machista
Vendo o povo passar na rua alimenta a minha esperança
Carioca não reclama do calor
Metade é ideal a outra metade é insuportável
A ambiguidade é nociva
Grato pelo barato
O meu querer não se nutre do poder
O por fazer é melhor que o que vem pronto
Ver as crianças passar na rua me enche de esperanças
Ver os pivetes passar na rua me enche de esperanças
Ver todo mundo passar na rua com as suas compras me enche de esperanças
Ah! Os déspotas
A sua hora vai chegar
Nem vem que não tem o ano acaba e o novo começa
Já foi pior muito pior
Que seja melhor
Basta um pouquinho e já é bom
É só mandar esses moleques catar coquinho
Diretas já
A Presidenta concorda
E Lula lá de novo e com força
Anula o golpe
Libertem os aprisionados
E passemos o país a limpo
Nenhum estrangeiro tem direito algum ao que é nosso os que nascemos aqui

Texto © Sérgio Santeiro



                                                           FOTO © DRI TRINDADE
SANTEIRO, Sérgio
Presidente de honra do FICCA - Festival Internacional de Cinema do Caeté, cineasta, professor, formado em Sociologia e Política pela PUC-RJ em 1967. Realizou exclusivamente filmes de curta-metragem, em geral documentários, marcados por forte sentido de experimentação.
Militante da causa do cinema independente brasileiro, foi um dos fundadores da Associação Brasileira de Documentaristas, tendo integrado suas primeiras diretorias, vindo a ser presidente da ABD do Rio de Janeiro (1981-83) e posteriormente da ABD Nacional (1997-99). Foi um dos grandes batalhadores pela implantação da Lei do Curta nas décadas de 1970-80, e ainda hoje é um dos maiores defensores da volta da aplicação deste mecanismo.
Iniciou-se em cinema com o curta "Paixão", em 1966, e foi diretor-assistente em "Os Herdeiros" (1970), de Carlos Diegues. Em 1989, quatro de seus curtas ("O Guesa", "Viagem Pelo Interior Paulista", "Ismael Nery" e "Encontro com Prestes") foram reunidos pela Funarte em videofonograma da série "Brasilianas" número 10 (VHS/NTSC, 55 min; recentemente relançado em DVD).
Chefiou o Departamento de Cinema e Vídeo (1996-99) e dirigiu o Instituto de Arte e Comunicação Social (1999-2003), Universidade Federal Fluminense, quando a partir de 2000 implantou no Instituto os dois canais públicos de televisão de Niterói: a Unitevê, canal universitário, e a Tv-Comunitária. Também lecionou cinema no CUP - Centro Unificado Profissional, de 1975 a 1981; e na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, de 1975 a 1979.
Mantém uma coluna semanalmente às terças no jornal “A Tribuna”, de Niterói/RJ, transcrita em www.culturadigital.br/santeiro, e, agora, também aqui, na #TS.
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