#AJURUTEUA “Buscapé Blues vai lacrar o verão da Viúva Negra, 29 de julho”

Buscapé Blues faz da Marambaia a sua própria lua, retirando-a do espaço físico sideral para a sua matemática musical, migrando-a da condição de satélite periférico para o centro de um sistema solar, onde ele, e só ele só, Buscapé, é o astro-rei.
Na Marambaia, quem não sabe, já ouviu falar do noturno Buscapé Blues: ali ele já se tornou um mito idolatrado, autodeclarado “andarilho das galáxias” (nome que batiza o seu único CD, de 2003).
Identificado com as contradições das vivências humanas, o poeta fala a língua das comunidades periféricas da nova ordem global.
O rock, o blues, o reggae, e o rap são instrumentos de consciência, e de crítica social, tomando parte da catarse coletiva de uma espiritualidade, comum a todos estes ritmos musicais.
Com influência de Raul Seixas e de outros rokeyros não menos undergraunds, Buscapé Blues faz um som essencialmente urbano e com um toque absolutamente rural.
Seus poemas e melodias são fáceis: ele é simples, com a profundidade dos grandes poetas.
Suas letras são crônicas de uma realidade angustiante: através delas, tece a teia da crítica social, com o humor típico dos profetas que sorriem da vida.
Seus acordes têm a singeleza das harpas gregas: suas músicas são lúdicas como os jogos infantis, divertem-nos.
Seus temas são necessariamente ambíguos e paradoxais, fazem-nos refletir e rir.
Amor e ódio, filosofia e ironia, hipocrisia e desejo, prazer e violência, política e sacanagem, heroísmo e porcaria, história e mentira, virtude e vício, mar e morte, etc.
A originalidade dele é própria de corações e mentes adolescentes, com os quais atua na qualidade de arte-educador, compondo canções bem humoradas, e com fortes doses de críticas sociais.
Buscapé é uma daquelas estrelas da música brasileira que surgem nas ruas, e nas escolas de música, realizando uma fusão de estilos típica das tradições culturais que absorvem influências desde os clássicos aos populares.
Mas, Buscapé Blues se diferencia pela sua ligação (direta) ao imaginário das populações periféricas, a partir do qual cria as suas obras, identificadas com o cotidiano de homens e mulheres anônimos que são a cara oculta do Brasil.
O “andarilho” desperta nos corações e mentes, sentimentos coletivos de criatividade e de uma denúncia irreverente das contradições sociais, comungando com a plateia a sensação de liberdade artística.
Buscapé Blues disse ao que veio quando lançou "Andarilho das Galáxias", seu primeiro e único CD, com todas as músicas autorais, reveladoras da força poética e melódica de suas composições.
Com o apoio do Núcleo Cultural da UFPA, o CD foi gravado entre Dezembro-2003 e Janeiro-2004, no Studio Alquimia Digital, com mixagem de Jeremias.
E editado através da Revista PARÁ ZERO ZERO, à altura dirigida pelo seu criador, o poeta Francisco WEYL, Carpinteiro de Poesia, que fez a produção executiva, com arte da capa de Rilke Penafort.
Lançado, o “Andarilho das Galáxias” foi um arco na carreira de Buscapé, que faz voz; acompanhado de guitarra , cavaquinho, slide , berimbau , flauta doce , gaita , e vocal de André Macleury; baixo do Júnior Lobo; violão de Auri Menezes; e bateria de Mauro Vaz.
Já neste CD, Buscapé revela a sua riqueza poética e musical, em variados estilos, e canções.
O rock, o blues, o reggae, e o rap são instrumentos de conscientização, e de crítica social, tomando parte da catarse coletiva de uma espiritualidade que é comum a todos estes ritmos musicais.

© Carpinteiro de Poesia, 2003 (atualizado em 12/7/2017)



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