#DESLIGAMENTO “Não me sinto confortável para voltar servir ao altar do Senhor, escreve Padre Nelson, em carta, a Dom Jesus”

Padre Nelson pediu desligamento da Igreja.  O ex-prefeito municipal de Bragança escreveu carta a Dom Jesus, datada de 17 de Março deste ano, em que fundamenta a decisão, de caráter irrevogável.
Ele informa que era prevista a sua reintegração ministerial à Igreja, tão logo terminasse o mandato de prefeito, mas isso não ocorreu de forma imediata, devido a alguns acontecimentos inesperados que o envolveram quando esteve gestor público municipal.
Padre Nelson foi denunciado por improbidade, por causa do não cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal, fato que, segundo ele, decorre de dividas e baixa arrecadação, comuns aos municípios da Região.
“Tenho minha consciência tranquila de não me apoderar do recurso público. Inclusive todo meu salário, como agente público, investi no público, assim como todos os meus proventos de plesbítero, investi nas obras pastorais. Nunca quis bens particulares para também não me apegar. Pelo contrário, hoje tenho é dividas a pagar”.
O celibato - e não a política – é o fator determinante para estes pedidos de desligamentos de estado clerical, de acordo com o Movimento das Famílias dos Padres Casados, mas, os processos são semelhantes, , ou seja, primeiramente o Padre comunica a sua decisão por carta ao bispo diocesano, que averigua a impossibilidade de retrocesso, encaminhando o pleito, de desistência do ministério para a Santa Sé, já que apenas o Sumo Pontífice (o Papa) pode dar essa dispensa.
A  norma no cânone 290,1º, 2º e 3º do Código de Direito Canônico, diz que a sagrada ordenação nunca se torna nula, mas o clérigo pode perder o estado clerical quando:
1º por sentença judicial ou decreto administrativo que declara a nulidade da sagrada ordenação;
2º por pena de demissão legitimamente irrogada;
3º por rescrito da Sé Apostólica; esse rescrito, porém, é concedido pela Sé Apostólica aos diáconos, somente por motivos graves, e aos presbíteros por motivos gravíssimos.”
O ex-prefeito e “ex-padre” sabe que serão demorados os processos e recursos desta ação junto ao Ministério Público, e que vai precisar de tempo para que sejam esclarecidas, julgadas e sentenciadas as acusações de corrupção junto ao Ministério Público.
“Por não querer nem se tornar uma peça que possa vir a trazer dúvidas em alguma atividade da igreja e um peso para a mesma ”, afirma.




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