#OPINIÃO “Saída de secretário não muda política cultural bragantina”

A saída do secretário municipal de cultura, Rivaldo Miranda, foi a primeira baixa do governo Raimundão, e indicio claro de que o chefe do executivo vai ter que trocar a diplomacia para lidar com a Câmara Municipal, até porque, como se sabe, não tem sido nada amistosos os diálogos entre o prefeito e os vereadores.
A política cultural do Município – ou a ausência dela – não muda rigorosamente nada, Bragança vai continuar cumprindo seu calendário, buscando recursos, mas sem construir políticas sólidas, que desenvolvam de fato a economia criativa.
Mas, justiça seja feita ao ex-secretário de cultura, e agora vereador Rivaldo Miranda (PMDB), ele deixa  o cargo de cabeça erguida, com críticas ao gabinete do prefeito, que o desprestigiava.
E com uma gestão positiva, testada e aprovada no carnaval, bem organizado, e seguro, que teve reforço de emendas parlamentares via Simone Morgado/Ministério do Turismo, de onde recentemente veio mais apoio, agora para a quadra junina.
Espera-se em terras bragantinas a presença de jornalistas formadores de opinião dispostos a produzir conteúdos favoráveis ao Município, inclusive notícias em tempo real, para atrair visitantes, turistas, e possíveis encontros de  pessoas e projetos que gerem renda, emprego,  desenvolvimento.
Estes fatores revelam a visão estratégica do ex-titular da secretaria de cultura, que, se empenhou para que isso ocorresse, mas, apesar de toda sua pro-atividade, ele não conseguiu resolver a questão do Conselho Municipal de Cultura, revisando tardiamente as discussões, e propondo um cadastramento das entidades culturais, que afinal não ocorreu.
O assunto Conselho, Plano, e Fundo Municipal de Cultural podem e devem vir a ser levantados até mesmo na Câmara, onde o agora vereador Rivaldo bem que poderia solicitar uma Audiência Pública, preferencialmente, aberta aos atores sociais, que já estão envolvidos neste processo, que vem se arrastando há cerca de três anos.

© Carpinteiro


PS :  Sobre o NÃO-Cadastramento das entidades culturais do Município, eu não entendo porque é que a Seculd nunca conseguiu fazer este cadastramento, e não me refiro apenas aos quatro meses da gestão de Rivaldo, mas as anteriores, Aleno, Fagner, Tony, afinal, sem estes dados, sequer podemos pensar em políticas públicas, e do mesmo modo, por exemplo, na área do turismo, poderíamos já ter um Mapa da Farinha, um mapeamento da farinha, a secretaria poderia criar uma Rede que se retroalimentasse com informações sobre a produção da farinha no Município, poderia buscar uma parceria com UFPa para criar um aplicativo para isso, uma solução simples mas impactante, com indicações de produtores, seus endereços, e pontos de comercialização, de forma a que estes dados pudessem ser disponibilizados ao público, que teria mais facilidade em encontrar e selecionar ele próprio o produto, e o comprar e o consumir, gerando assim, mais renda ao produtor/comerciante, entre outras ideias possíveis, que podem e dever servir de suporte para políticas públicas, independentemente do gestor que toca a pasta.
Fonte © #TRIBUNADOSALGADO

Tecnologia do Blogger.