#UMBANDA "Mãe Doca é símbolo de resistência das tradições afro-amazônicas"

O dia 18 de março é dedicado aos umbandistas e aos afro-religiosos paraenses via Lei Estadual nº 6.639 (2004), de autoria da deputada Araceli Lemos/ PSoL).
A Lei registra a luta de dona Rosa Viveiros, também conhecida como Nochê Navanakoly - “Mãe Doca”, que era maranhense de Codó, filha de santo do africano Manoel-Teu-Santo, sendo Seu Vodun Nanã e Toi Jotin.
Foi Dona Rosa Viveiros, que em 1891 - apenas três anos após a abolição da escravatura - enfrentou o racismo e outros preconceitos da época e inaugurou seu Terreiro de Tambor de Mina na capital paraense.
Mãe Doca foi presa várias vezes porque cultuava as divindades africanas e preservava as tradições de matriz afro-amazônica, e nem por isso desistiu de manter aberto o terreiro que dava lugar para a manutenção das tradições de sua origem negra africana.
A consciência negra foi o que motivou Mãe Doca a enfrentar os desmandos da polícia e o poder constituído em alicerces racistas e discriminatórios.
É pelo reconhecimento do valor da luta de Mãe Doca por cidadania e o direto humano de consciência religiosa que as lideranças de povos tradicionais de matrizes africanas continuam na mesma resistência.
Mãe Doca se tornou o símbolo de resistência das religiões de matriz africana no Pará, e é em sua homenagem que celebramos o dia 18 de março como o dia da Umbanda e das religiões Afro-brasileiras.

Fonte © #TRIBUNADOSALGADO
Tecnologia do Blogger.