#XIMANGO "A cultura histórica de Alenquer aos olhos de Wildson Queiroz""



Das muitas histórias que Alenquer tem para contar, as que ele mais se identifica são as narrativas históricas do romancista Benedicto Monteiro, do caboclo amazônico que tenta romper a barreira do isolamento e do fatalismo para mostrar seus talentos/habilidades e realizar seus sonhos e projetos, então, perguntei-lhe o que caracteriza um ser ximango, respondeu, que um ximango é acima de tudo ser um apaixonado pela sua terra, mesmo não tendo nela nascido.
O historiador, pedagogo, e professor, Wildson Pinto de Queiroz, 32 anos, só nasceu em Santarém, mas mora em Alenquer, desde os 8 anos de idade, ele sabe e ensina que uma das principais características do ximango é a alegria em tudo que faz, e que um ximango jamais perde o encanto por sua cidade, na qual habita, afinal, foi por esta razão que ele se declara um apaixonado por Alenquer.
Sangue ximango nas veias, é aqui, nesta cidade, que o professor Wildson Queiroz tem se dedicado a estudos, e pesquisas, em literatura e história regional, há cerca de dez anos, dos quais resultaram oito livros, de produção independente, edição de autor, para um público constituído em sua maioria por professores e alunos da educação básica.
Os temas recorrentes de suas obras articulam-se a História de Alenquer e aos elementos culturais da região Oeste do Pará, sendo “Inglês de Sousa, o romancista do Baixo Amazonas”, o seu mais recente livro (2016), mas, além destes, escreveu, pela ordem cronológica: Esporte Clube Internacional: 50 anos de história, amor e glória (2006); Fulgêncio Simões; um homem à frente do seu tempo (2007); Nação Negra (2011); Historinhas do Aldo Arrais  (2013); Histórias e crônicas do Waldinor (2015); e Histórias e Crônicas do Aldo Arrais (2016).
Incansável, e dedicado ao estudo e a difusão da cultura, ele ainda dirige e edita o Jornal de História, iniciativa originária de 2014, a partir de seu desejo  em divulgar assuntos históricos para estudantes e professores, sempre com o apoio de amigos que colaboram, com artigos, e mesmo financeiramente, o jornal tem distribuição gratuita, nas escolas e locais públicos, tendo até sido, inclusive, utilizado no  auxílio em algumas disciplinas, como ferramenta didática, em sala de aula.
Amante do formato impresso, apesar das dificuldades financeiras e logísticas - as quais, o tabloide ainda resiste, o Jornal de História também tem seu espaço nas redes sociais: “Acredito que a missão do nosso jornal é resgatar, preservar e divulgar a riqueza histórica, literária e cultural de Alenquer, e região, além de ser também uma ferramenta educativa”, informa o historiador e pedagogo.
O escritor  afirma que Alenquer é rica em termos musicais, artísticos e folclóricos, mas ainda engatinha em termos de organização, ou seja, apesar de ser um grande celeiro cultural, falta-lhe organização das associações e grupos culturais, e há pouco incentivo do poder público: “Acredito que a identidade cultural de Alenquer está ligada as tradições quilombolas como o Marambiré, que precisa de maior divulgação, e o Festival Folclórico, entre os grupos Zé Matuto, e Matutando em Férias, que mobilizam a cidade no período das apresentações, outros setores também apresentam sua parcela de contribuição cultural”, finaliza o pesquisador.
                                                  Fonte © #TRIBUNADOSALGADO
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