#OUSADIA “PM vai construir Biblioteca para combater tráfico de drogas no Marrocos”



Ciente de que os lixões urbanos a céu aberto expõem tanto a miséria de quem vive daqueles resíduos quanto de quem os produz e os descarta de forma irresponsável, a Policia Militar de Bragança quer transformar catador de lixo em Defensor Ecológico.
Dessa forma, propõe-se mudar a mentalidade da própria cidade, e de seus habitantes, sobre um problema que afeta o planeta em escala global, que é o lixo, razão pela qual a PM vai deslanchar o Projeto “Novos Caminhos” na comunidade do Marrocos.
O projeto compreende que a pobreza extrema se relaciona com o baixo rendimento na escola e a evasão escolar, consequentemente, com o isolamento do adolescente, e a sua participação em pequenos furtos e até esmo no tráfico de drogas.
Com apoio de diversas instituições da sociedade civil, nas diversas ações de cidadania, direitos jurídicos, administrativos, trabalhistas, atendimentos sociais e de saúde, previstos aos participantes do projeto, será criado um “Selo Verde” para estimular a comunidade a contribuir com as políticas públicas ambientais.
O projeto prevê, entre outras coisas, a reestruturação da organização dos catadores, a realocação dos mesmos para um espaço mais digno de trabalho, a organização do trabalho, com uniformes e equipamentos de proteção individual, e um caminhão para viabilizar a coleta seletiva nos bairros.
Além de oportunizar melhores condições de vida às famílias do lixão, o projeto combate o tráfico de drogas, e a sua influência na juventude excluída dos mínimos direitos de assistência social, e que vive exposta às consequências da miséria humana.
Serão realizadas reuniões e criados Grupos de Trabalho para sistematizar desde a doação de alimentos até empregos aos familiares dos catadores.
Sem dúvida, uma ideia mais que louvável, que tem á frente um visionário, um idealista, por assim dizer, um cidadão utópico, o Tenente-Coronel Afonso, atual Comandante da OPM de Bragança, com quem estivemos e de quem ouvimos esta proposta.
Mas, o que mais nos chamou a atenção neste projeto, que como já dissemos, depende do apoio e da ação de diversos agentes públicos, empresariais, e sociais, que aderem ao mesmo de forma positiva, foi a proposta de criação de uma Biblioteca no Marrocos.
Oxalá os deuses permitam um pouco de lucidez às cabeças dos gestores, porque deles depende o repasse de recursos e os trâmites das estruturas burocráticas, para que esta Biblioteca seja enfim construída.
Isso haverá de ser um marco na História de Bragança.
Mas, antes do sonho, a realidade, haverá reunião nesta quarta-feira (15/2, 9H), no Centro Comunitário do Marrocos, para que algumas decisões sejam tomadas, e uma agenda de trabalho seja executada pelas instituições e pela sociedade, que tem, sim, de assumir a sua responsabilidade.
Nós, de nossa parte, já assumimos a nossa e nos tornamos voluntários deste projeto, disponibilizando formações em cinema e em cineclube, via o FICCA – Festival Internacional de Cinema do Caeté.


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