#FOLIA “BandaLAMBIKE retorna para fazer os bons carnavais”

Sem pisar na avenida desde 1981, a Banda Lambike volta a se reunir na Orla de Bragança, 36 anos depois, para resgatar uma bonita história da cultura e do carnaval do Município.
Criada na quarta-feira de cinzas de 1973, a Banda tinha à frente o então jovem estudante de medicina Milton Lobão, e contava entre seus brincantes, com a jovem escritora Lindanor Celina.
“Na nossa turma, tinha gente que compunha, fazia música, poesia, criou um espírito de corpo, e a coisa começou a se organizar de tal maneira, que começamos a fazer sambas-enredos, nas reuniões que a gente fazia, no REX, pra rebater o cajuaçu”, recorda o médico criador do Banda Lambike, Milton Lobão, com quem conversamos sobre este novo momento, de retomada, para novos encontros e projetos dos antigos brincantes que realizaram um carnaval saudável, criativo, empolgante, nas ruas.
A Banda Lambike, que chegou a ter um samba gravado pelo músico Vital Lima, com  letra de Antonio de Pádua e Paulo Souza, meio que surgiu com um grupo de estudantes universitários bragantinos que morava e estudava em Belém, mas vinha passar férias no Município, e que acabou se juntando com a turma do antigo “Polivalente”, uma espécie de projeto de extensão da UFPa, que funcionava nas férias, em Bragança.
Como a “invernice” mantém as pessoas presas em suas casas, mas que, talvez por falta do que fazer, elas acabam por remexer antigas fotografias, de acordo com Milton, esse ano "deu saudade", então fizeram as camisetas com caricatura (de Luciano Mesquita).
“O samba já esta pronto, parceira minha com Almirzinho Gabriel, nem deu tempo de fazer a bandinha, mas, na verdade, esse ano, o objetivo é nós nos confraternizarmos, encontrarmos aquele pessoal daquela época, a maioria são sessentões, éramos jovens de vinte, vinte e dois anos”, recorda Milton.


Fonte © #TRIBUNADOSALGADO / Arte de Luciano Lira
Tecnologia do Blogger.