#RACISMO “Ouvinte estranha radialista branca casar com homem negro”

A jovem radialista, empresária e blogueira bragantina, Marcelle Pires, 23, foi vítima de racismo em pleno horário de veiculação de seu programa em emissora de rádio, onde ela apresenta um programa jovem, com notícias, músicas, e conversas ao vivo com ouvintes.
Sem se identificar, um cidadão de aparentemente 40 anos,  ligou para o programabpara pedir uma música, mas acabou perguntando se de fato a radialista era casada com um negro.
Marcelle logo percebeu que a pergunta continha um teor de preconceito, mas, de forma ingênua, porque, segundo ela, as vezes, “as pessoas não tem a intenção de serem preconceituosas, mas a forma como foram criadas, os seus valores, influenciam em como elas veem o mundo”, declarou.
Tranquila, a radialista evita levar adiante esse tipo de situação, resolvendo-a de forma educada e com uma boa conversa, mesmo admitindo que ela e seu esposo, o operador de caixa Saulo Monteiro, 26 anos, já passaram por situações de racismo.
“Considerei a pergunta estranha, claro, principalmente, quando disse que meu marido era negro, e o ouvinte perguntou: Mas ele é negro mesmo, ou é moreno/mulato? E quando desliguei o telefone, fui pesar a situação”, esclareceu a radialista.
Marcelle concluiu que o ouvinte não queria agir com preconceito. Ela disse que desde que começou a se relacionar que ouviu aqui e ali algum comentário desnecessário, mas, nunca algo que fosse forte o suficiente que não pudesse ser resolvido com um dobrar de costas ou uma conversa educada.
Marcelle Pires não chegou a comentar este assunto em seu programa de rádio, mas esclarece que até poderia até abordar a situação algum dia em seu blog pessoal, mas para falar de preconceito, e, geral, e não desta sua experiência, em particular.
Apesar de levar na esportiva, ela observa que as pessoas tem uma visão preconceituosa (por mais que não percebam) sobre os negros, “mesmo nos dias de progresso, que tentamos viver, mas não deixo que isso influencie na minha vida, acredito que o preconceito, ele só alcança seus fins, quando lhes damos ouvido”, finaliza.
Este tipo de demanda aparentemente ingênua, mas eivada de racismo, e preconceito, ainda que "inconsciente", é lugar comum na sociedade brasileira, razão pela qual a posição oficial deste veículo de comunicação, é de repúdio ao autor, e de solidariedade, ao casal

                                                    Fonte © #TRIBUNADOSALGADO
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