108ANOS "Viva Dalcídio, o romancista do Marajó, e de Belém do Grão Pará”

"Trabalhando o barro do princípio do mundo, do grande rio, a floresta e o povo das barrancas, dos povoados, das ilhas, da ilha de Marajó, ele o faz com a dignidade de um verdadeiro escritor, pleno de sutileza e de ternura na análise e no levantamento da humanidade paraense, amazônica, da criança e dos adultos, da vida por vezes quase tímida ante o mundo extraordinário onde ela se afirma." (Jorge Amado, Saudação a Dalcídio Jurandir)

A vida
Dalcídio Jurandir nasceu na Vila de Ponta de Pedras, em 1909, filho de Alfredo Pereira e Margarida Ramos.

No mesmo ano muda-se para a Vila de Cachoeira onde passaria toda a sua infância.

Em 1922, muda-se para Belém e se matricula no 3º ano elementar do Grupo Escolar Barão do Rio Branco.

Em 1925, ingressa em um dos colégios mais tradicionais de Belém: o Paes de Carvalho.

Em 1927, deixa o colégio e viaja para o Rio de Janeiro em 1928.

Com dificuldades financeiras, Dalcídio trabalha como lavador de pratos e trabalha como revisor, não-remunerado na revista Fon-Fon.

Em 1929, conclui Chove Nos Campos de Cachoeira.

Em 1931 retorna para Belém, é nomeado auxiliar de gabinete da Interventoria do Estado e escreve para vários jornais e revistas como O Imparcial, Crítica e Estado do Pará.

Militante comunista, foi preso em 1936, permanecendo dois meses no cárcere.

Em 1937 foi preso novamente, e ficou quatro meses retido, retornando somente em 1939 para o Marajó, como inspetor escolar.

Em 1940, após tantos revezes, consegue ganhar, com Chove Nos Campos de Cachoeira, o primeiro lugar no concurso literário promovido pela Revista Dom Casmurro. Graças ao prêmio, consegue lançar, por fim, o seu primeiro romance Chove nos Campos de Cachoeira em 1941 pela editora Vecchi.

Em 1945, dirige o jornal Tribuna Popular e colabora em O Jornal e na revista O Cruzeiro.

Em 1947, publica pela José Olympio, o seu segundo romance intitulado Marajó.

Escreveu para vários veículos e acabou como repórter da Imprensa Popular, em 1950.

Nos anos seguintes viajou à União Soviética, Chile e publicou o restante de sua obra, inclusive em outros idiomas.

Em 1972, a Academia Brasileira de Letras concede ao autor o Prêmio Machado de Assis, entregue por Jorge Amado, pelo conjunto de sua obra.

Em 2001, concorreu com outras personalidades ao título de "Paraense do Século".

No mesmo ano, em novembro, foi realizado o Colóquio Dalcídio Jurandir, homenagem aos 60 anos da primeira publicação de Chove nos Campos de Cachoeira.

Em 2008, o Governo do Estado do Pará instituiu o Prêmio de Literatura Dalcídio Jurandir.

Em 2009 comemorou-se o centenário do escritor.

As obras:

Série Extremo-Norte

     Chove nos Campos de Cachoeira, Editora Vecchi (1941)

    Marajó, Editora José Olympio (1947)

    Três Casas e um Rio, Editora Martins (1958)

    Belém do Grão Pará, Editora Martins (1960)

    Passagem dos Inocentes, Editora Martins (1963)

    Primeira Manhã, Editora Martins (1968)

    Ponte do Galo, Editora Martins/MEC (1971)

    Belém do Grão-Pará, Publicações Europa-América (1975) Edição Portuguesa

    Chove nos Campos de Cachoeira, 2ª Edição, Editora Cátedra (1976)

    Os Habitantes, Editora Artenova (1976)

    Chão dos Lobos, Editora Record (1976)

    Marajó, 2ª Edição, Editora Cátedra/MEC (1978)

    Ribanceira, Editora Record (1978)

Série Extremo-Sul

    Linha do Parque, Editora Vitória (1959)

    Linha do Parque, Editora Russa (1962) Edição Russa

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