#OSVALDÃO "Filme sobre guerrilheiro em debate no Vacaria Club"

O filme "Osvaldão", realizado por Fundação Mauricio Grabois, Clementina Filmes e Estrangeira Filmes, será exibido no espaço cultural VACARIA CLUB (11/10, 19H)
A sessão acontece no âmbito do CINE DEBATE, promovido pela CO.OINSPIRAÇÃO AMAZÔNICA, sob a coordenação do professor e realizador Danilo Gustavo Asp.

OSVALDÃO > Ficha Técnica
Direção: Vandré Fernandes e Ana Petta, FABIO BARDELLA e ANDRÉ MICHILES
Roteiro: VANDRÉ FERNANDES
Fotografia: FABIO BARDELLA, ANDRÉ MICHILES
Montagem: ANDRÉ MICHILES, FABIO BARDELLA
Música: DANIEL ALTMAN
Empresa Produtora: Estrangeira Filmes


                                                   Fonte © #TRIBUNADOSALGADO



Osvaldo Orlando da Costa ou Osvaldão (Passa-Quatro, 27 de abril de 1938 -  Araguaia, 4 de fevereiro de 1974) foi um guerrilheiro marxista brasileiro e um dos principais integrantes da Guerrilha do Araguaia, ocorrida na região Norte do Brasil na década de 1970.

Membro do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), foi obrigado a viver na clandestinidade depois do golpe militar de 1964, quando passou a ser procurado por sua militância. Antes, porém, foi campeão de boxe pelo Club de Regatas Vasco da Gama, do Rio de Janeiro, e estudou na Faculdade de Engenharia Mecânica, da Universidade de Praga (České vysoké učení technické v Praze), na Checoslováquia, e lá viveu alguns anos, aprendendo além de engenharia, técnicas de insurgência.[1]

Índice

    1 Araguaia
    2 Referências
    3 Bibliografia
    4 Ver também

Araguaia

Osvaldão foi um dos primeiros militantes comunistas a chegar na região do Araguaia, em 1967, com a missão de implantar uma guerrilha junto com outros companheiros.[2] De acordo com as instruções do Partido, que pregava uma mistura dos militantes com os habitantes da região, estabeleceu-se como garimpeiro, caçador e mariscador. Tornou-se, em pouco tempo, o maior conhecedor da área ocupada pelos guerrilheiros e bastante popular entre os camponeses e agricultores do Bico do Papagaio, a região no sul do Pará onde o PCdoB se estabeleceu.

A partir de 1972, como comandante do Destacamento B, um dos três do movimento guerrilheiro, devido à sua formação militar, adquirida nos tempos em que foi oficial da reserva do CPOR (realizado concomitantemente com o curso de Máquinas e Motores na Escola Técnica Nacional - Estado da Guanabara) e de um posterior treinamento militar na China, ele participou de vários pequenos combates contra as tropas do governo.

Considerado mítico e imortal pelos moradores do Araguaia, que o acreditava ser capaz de transformar-se em pedra, árvore ou animal.[3] Foi o autor da primeira morte militar durante a guerrilha, quando durante um encontro na mata com uma patrulha do exército em descanso, matou a tiros o cabo Odílio Cruz Rosa que tomava banho no momento do ataque.

Osvaldão foi morto com um tiro de carabina quando descansava num barranco, em 4 de fevereiro de 1974[4], nos estágios finais da ofensiva militar que aniquilou a guerrilha, pelo mateiro Arlindo Vieira 'Piauí', um conhecido seu que na época havia virado guia das patrulhas militares. Seu corpo foi pendurado num helicóptero que sobrevoou várias áreas da região a mostrar aos caboclos locais que o 'imortal' guerrilheiro estava morto.[2] Decapitado por um sargento do exército,[5][6] seu corpo foi deixado na mata e nunca encontrado.

Em dezembro de 2015, foi lançado um documentário sobre Osvaldão[7].

Referências
Sandra Negraes Brisolla, Jornal da Unicamp
«Osvaldão foi um dos líderes da guerrilha no Pará». Folha de S.Paulo, ano 81, edição 26502, seção Brasil, página A9. 24 de outubro de 2001. Consultado em 26 de janeiro de 2014.
Joffily, Bernardo - Osvaldão e a Saga do Araguaia
«Um conflito que a censura escondeu por quatro anos». Jornal do Brasil, Ano LXXXVIII, edição 156, seção Política e Governo, página 3/Republicado pela Biblioteca Nacional-Hemeroteca digital brasileira. 11 de setembro de 1978. Consultado em 26 de janeiro de 2014.
Vermelho.org
«OAB denunciará a violação de direitos humanos no Araguaia». Folha de S.Paulo, ano 59, edição 18922, seção nacional, página 5. 22 de janeiro de 1981. Consultado em 26 de janeiro de 2014.

Bibliografia
    MORAIS, Tais de. SILVA, Eumano. Operação Araguaia: os arquivos secretos da guerrilha. São Paulo: Geração Editorial, 2005. 656p. ISBN 8575091190.
    GASPARI, Elio A Ditadura Derrotada, Cap. A floresta dos homens sem alma, São Paulo: Companhia da Letras, 2003. ISBN 853590428X
    JOFFILY, Bernardo - Osvaldão e a Saga do Araguaia, Expressão Popular, ISBN 978-85-7743-063-5

( Fonte © https://pt.wikipedia.org/wiki/Osvald%C3%A3o)

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