#MINHACASAMINHAVIDA “Perdi meu marido, mas não o direito a moradia”

Há um ano que a aposentada Maria de Anunciação Borges, 58 anos, procura os direitos dela, mas ainda não os achou.
No dia 2 de junho de 2015, seu marido José Ribamar Borges Ribeiro, sofreu um infarto agudo do miocárdio, e morreu enquanto esperava a sua vez para vistoriar a casa que fora sorteado no Conjunto Residencial João Mota II (Minha Casa Minha Vida).
Seu esposo ficou na fila desde as nove horas, debaixo do sol, sem comer, e sem beber água, passou mal, sentou-se do outro lado da rua, em uma fruteira, no Conjunto Fênix, defronte ao Conjunto João Mota II.
Nenhum atendimento teria vindo da parte da organização da vistoria, até que conseguiram um carro particular para transportar o aposentado, já morto ao hospital mais próximo.
Ela se diz “enrolada” pelos gestores do programa, já que não obteve o direito ao imóvel de seu falecido marido, com quem conviveu durante 24 anos.
Mas recebe a pensão do marido, trabalha como cuidadora, e paga R$ 250 para morar numa casinha de madeira, na Vila Sinhá.
Com uma série de problemas familiares para resolver, uma filha doente; um filho que se recupera das drogas; e um filho especial (abalado psicologicamente com a morte do pai), ela quer que a justiça seja feita.
E que o Estado reconheça o seu direito e transfira imediatamente para o seu nome o imóvel (segundo ela, “quitado”, porque é seu direito).
A falta de transparência do Programa é questionada pelo Ministério Público, que, entretanto, ainda não entrou no mérito da questão da Dona Anunciação, apesar de que ela tem audiência na Defensoria esta semana.
No caso de Bragança, a sociedade desconhece o projeto social e nem tem noção do processo de escolha dos beneficiados do Minha Casa Minha Vida, que já teve obras embargadas por denúncias ambientais, e foi acusado de privilegiar a quem não deveria, pela vereadora Rosa Chagas (PT).



Fonte © ‪#‎TRIBUNADOSALGADO‬‬‬‬‬
Bragança > 24 de Setembro de 2016
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