#GREVE “Com 16 dias parados, bancários fazem a maior greve de todos os tempos”



Bragança > 21 de Setembro de 2016

O desempenho dos cinco maiores bancos brasileiros (Bradesco, Itaú Unibanco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal), segundo o Dieese, revela um lucro líquido de R$ 29,7 bilhões no primeiro semestre de 2016.
Mas, apesar destes lucros expressivos, os cinco bancos fecharam mais de 13.600 postos de trabalho em relação ao mesmo período de 2015 e, juntos, fecharam 422 agências bancárias.
A presidenta do Sindicato e empregada do BB, Rosalina Amorim, diz que é ganância, porque, segundo ela, dinheiro não falta, mesmo com a tal crise econômica no país.
“Toda folha de pagamento dos maiores bancos ou grande parte dela é paga com o que se lucra somente nas tarifas. Só vamos sair dessa greve quando formos atendidos!”, declarou a líder no site do Sindicato.

Quem habita ou visita Bragança percebe que o Município não tem algumas estruturas mínimas e mesmo as que ele disponibiliza, poderiam ser melhor trabalhadas.
É o caso das agências bancários, cujos serviços estão paralisados por causa da greve nacional da categoria, que já entra no seu 16º dia, hoje (21 de Setembro).
E há demasiadas queixas dos clientes contra as agências bancárias localizadas no Município de Bragança.
A maioria dessas queixas refere-se ao volume de dinheiro disponibilizado aos clientes.
Mas as gerências locais afirmam que isso não tem nada a ver com elas, que este tipo de serviço é terceirizado, tendo as agências locais que aceitar os acordos nacionais e estaduais.
E é por causa desse serviço terceirizado que o dinheiro continua nos caixas eletrônicos, que funcionam para diversos serviços, e são bem concorridos durante a greve, já que não se pode acessar a um bancário no interior da agência.
Estas questões localizadas, elas afetam ao Município, mas não compõem a pauta da categoria grevista.

Principais reivindicações dos bancários

Reajuste salarial: reposição da inflação (9,62%) mais 5% de aumento real.

PLR: 3 salários mais R$8.317,90.

Piso: R$3.940,24 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).

Vale alimentação no valor de R$880,00 ao mês (valor do salário mínimo).

Vale refeição no valor de R$880,00 ao mês.

13ª cesta e auxílio-creche/babá no valor de R$880,00 ao mês.

Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.

Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.

Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários.

Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.

Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.

Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

Fonte © #TRIBUNADOSALGADO (com informações de http://bancariospa.org.br/?p=38039)
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