#ELEIÇÕES2016 “IFPa levanta a bola para os candidatos cortarem”

Bragança > 19 de Setembro de 2016


O Instituto Federal de Educação do Pará – IFPa chamou para si responsabilidade de dialogar com a sua comunidade sobre as eleições para prefeito.
Esta semana todo dia tem um candidato que expõe o seu programa e responde a demandas de alunos e servidores da Instituição.
A metodologia é simples, os candidatos falam, o público ouve, calado, depois, cinco pessoas escolhidas anteriormente fazem as demandas, que tratam basicamente dos problemas do IFPa.
Mobilidade urbana, escola agrícola, convênios, parcerias, segurança na área externa do campus IFPa, saneamento e estrutura, deram a tônica das perguntas, todas sem exceção direcionadas as questões da própria IFPa.
As perguntas são previamente elaboradas pelos alunos e separadas por temas por uma comissão, com o tempo de resposta de 6 minutos, sem réplica, nem tréplica, entre público e candidato.
Ou seja, o cidadão demanda e o político fala sem ser questionado, como se a sua palavra fosse o próprio testemunho da verdade.
A bola fica com o político desde a abertura até o fechamento da sabatina.
E nessa matéria, os políticos são sempre os donos da bola, donos do jogo, e também das regras.
Nada contra o IFPa chamar candidatos  a prefeitura para que estes se comprometam com as palavras que pronunciam e assinem uma ata que é solenemente lida ao final do ato, o que, apesar de legitimar, torna-o  antiprodutivo.
Mas, a sabatina não é um debate, entretanto, é fora de senso, deixar Edson Oliveira falar de orçamento e contas públicas, sem que seja democraticamente questionado, tendo sido ele próprio reprovado na Câmara Municipal, o que deveria impedir a sua candidatura, conforme a Lei Ficha Limpa.
E também era conveniente que Nadson Monteiro  (médico ex-vice-prefeito e ex-secretário de saúde) falasse sobre  aumento da mortalidade infantil em Bragança (com um índice de 16,43), acima da média nacional (que é de 13,2).
A taxa de mortalidade infantil é obtida por meio do número de crianças de um determinado local (cidade, região, país, continente) que morrem antes de completar 1 ano, a cada mil nascidas vivas.
A IFPa não quer se comprometer, mas faz os candidatos assinarem atas com  o teor do que falaram, e cuja leitura, eles, e o público (que já ouviu os candidatos), voltam mais uma vez a ouvi-los.
Não sabemos se as demandas serão sempre as mesmas para os demais candidatos, esperemos que sim, para que ninguém seja prejudicado neste processo, que se quer democrático, apesar de elitista, porque olha apenas para o umbigo do IFPa.
Óbvio que a melhoria das vias, do acesso, dos transportes,  vai interferir na comunidade do entorno mas não se viu nenhum cidadão do entorno ter direito a palavra no encontro.
E isso tem se repetido nas audiências públicas, com as vozes das mesas deterem mais tempo que as do povo, que afinal legitima um processo sem que dele participe na sua radicalidade.

Fonte © #TRIBUNADOSALGADO (Texto Francisco Weyl)




Nota do Editor - Acompanha esta análise um vídeo em que se vê o candidato a prefeito de Bragança, Edson Oliveira, se comprometer com a meia-passagem nos transportes urbanos de Bragança, depois de licitação pública, a qual vai exigir o cumprimento da Lei pela empresa vencedora.

Tecnologia do Blogger.