#REVISTA “Saberes tradicionais bragantinos pauta estudos etnofotográficos”

Bragança > 1º de Setembro de 2016

“Saberes, ambientes, e povos tradicionais: construindo um diálogo interdisciplinar” é o tema geral do novo dossiê da Nova Revista Amazônica de N° 7, do Programa de Pós-Graduação em Linguagens e Saberes na Amazônia.
Contempla pesquisas realizadas por alunos e docentes de pós-graduações articulados ao grupo de pesquisa ESAC.
É composto por 3 artigos e 3 ensaios, etnofotográficos, sobre ações e trabalhos com povos tradicionais e enfatizam o diálogo entre os diferentes saberes e conhecimentos.
O artigo “Ensinagens e aprendizagens dos saberes-fazeres tradicionais: uma educação informal do campo”, do professor Sergio Ricardo Pereira Cardoso (ESAC e IFPA) acena para a compreensão das relações entre saberes-fazeres tradicionais e educação informal do campo através da etnoecologia.
O autor nos conduz ao cotidiano das famílias e grupos da Reserva Extrativista Marinha (ResexMar) Caeté-Taperaçu, permitindo que possamos entender como se dá a socialização de tais saberes.
Em “Técnicas e saberes imbricados na arte da pesca de curral em uma Reserva Extrativista Marinha da Amazônia” o professor Josinaldo Reis do Nascimento (ESAC e IFPA), e colaboradoresnos, apresenta saberes-fazeres, destreza e habilidades, de pescadores quando constroem os seus currais de pesca na ResexMar Caeté-Taperaçu.
Feecham a revista as autoras Maria Helena de Aviz dos Reis (UEPA) e Norma Cristina Vieira (ESAC e IFPA) com o artigo “Batida pra elas, cachaça pra eles: o ritual de beberagem na festa de todos os santos na comunidade quilombola de Jurussaca em Tracuateua/PA”.
As autoras discorrem sobre as tradicionais dicotomias entre sagrado e profano, se propondo a observar e refletir sobre as beberagens observadas dentro da festa de todos os santos que acontece anualmente na comunidade quilombola Jurussaca.
Em texto para divulgar a publicação, os professores-doutores Roberta Sa Leitao Barboza e Luís Junior Costa Saraiva (coordenadores do ESAC/ UFPA campus Bragança) afirmam que o dossiê faz de modo interdisciplinar, e em alguns casos poeticamente, uma visitação ao interior paraense, a região do nordeste do Estado.
A revista, segundo os pesquisadores, revela o cotidiano de seus povos tradicionais, suas práticas, saberes, cheiros, iniciações, rituais, reelaborações socioculturais, memória, símbolos e significados, muitas das vezes com um delicioso gosto de maré.


                                                  Fonte © #TRIBUNADOSALGADO

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