#REELEIÇÃO "Padre corre contra o tempo em Bragança" (Análise de Francisco Weyl)



Com a aproximação das eleições municipais, crescem os rumores políticos.
Nos bastidores, a boataria é livre, e a trama, quase sem princípios.
Quem antes amava, agora odeia, e vice-versa.
Quem antes fazia juras de amor, agora se separa, arranja nova namorada, a quem vai trair.
É uma verdadeira trama de novela mexicana, com direito a bons cachês, mesmo a quem desempenha vergonhosamente o seu papel.
Esta semana fecham-se os ciclos das convenções partidárias, de acordo com a nova Lei.
E a legislação veio para barrar uma série de pirotecnias outrora permitidas.
As próprias convenções só podem receber filiados, discretamente, sem grandes fanfarras, para iludir o povo com o mais novo salvador da pátria.
As campanhas terão de ser discretas, há uma cobrança dos cidadãos.
Ninguém aceita mais financiamentos privados para partidos políticos corruptos.
Mas, se se confirmarem os prognósticos, o prefeito João Nelson Pereira Magalhães não se reelegerá em Bragança.
Em cerca de pelo menos três consultas que teriam sido realizadas, ele levou a pior.
Todas atestam a sua derrota no pleito vindouro.
O Padre amarga um índice insustentável de rejeição que já ultrapassa 50%.
Só desponta no interior e sobe apenas no quesito educação.
Tá certo que ele pegou a gestão falida, mas não a soube administrar.
Não teve articulador político e nem comunicação.
Recentemente, o atraso no repasse de recursos oriundos do governo federal teria comprometido o pagamento da folha de pessoal.
Somou-se a esta situação, uma operação do Ministério Público que recolheu HDs e documentos da prefeitura, e das secretarias de educação e de saúde.
Na mira, processos licitatórios dos anos 2012 / 2013 / 2014 / 2015, contra os quais pesa a suspeita de fraude.
Com a suspensão das licitações, vai faltar merenda escolar.
E tudo isso são golpes de misericórdia na candidatura do Padre.
Ele bem que tentou numa jogada de marketing político se deslocar do PT ao se filiar ao quase imaculado PPS.
E agora nem as “entregas” ou inaugurações de obras como UPA ou mercados poderão promovê-lo, pois que a Lei Eleitoral proíbe a sua presença nestes atos.
Apesar destes dados contrários, ele conseguiu impor derrota ao rival Edson Oliveira na Câmara, reprovando as suas contas.
À frente das pesquisas para prefeito, o ex-prefeito, que tem apoio do PT, deverá indicar uma pessoa para o seu lugar na chapa, cujo vice é Nadson Monteiro, que era vice de Nelson.
O vice Nadson abandonou o barco do Padre, mas não teve força para levar seu partido junto.
Ficou Persi, que faz boa gestão na secretario de agricultura, empenhando-se pelo reconhecimento da farinha e apostando em culturas rápidas como a melancia.
E também na Câmara, Nelson conta com a vereadora Irene (PR) como aliada.
Mas da Câmara emergem duas candidaturas de força.
Gerson Peres Filho, e Socorro Lobão, de quem se especulava vir a ser a vice na chapa de Nelson a reeleição.
Os dois, se se juntassem, teriam mais condições de chegar na reta final da campanha, juntando os votos do campo e da cidade.


Mas, na TV o Padre terá mais tempo, já que vai contar com o apoio de nanicos como PCdoB, REDE, e PDT.
E Nelson conta com um apoio discreto de Jatene, que vai apoiar “Raimundão”, que é do PSDB.
Raimundão é um empresário do ramo de combustíveis, pessoa popular, mas sem densidade eleitoral, e que soube surfar nos asfaltos colocados nas ruas pela gestão do Padre.
Um nome que apareceu, ganhou mas perdeu força foi de Eulina, que assumiu a URE rapidamente numa estratégia eleitoreira.
Sem apoio do Jatene e de Helenilson Pontes, ela foi tentar acordo com o Padre, que imediatamente aceitou as condições.
Especula-se que Eulina vá assumir a secretaria municipal de educação.
Este será o último gesto infeliz de Nelson.
Os dois chegaram a selar aliança, imediatamente barrada por uma frente de vereadores e de fornecedores.
O fato e esta foto aqui postada circularam em grupos watzzapp, com direito a declarações de amor.



É de chamar a atenção que na sequência deste episódio a secretária Conceição de Maria tenha recebido convites para ser candidata a prefeita.
Tranquila e em paz consigo própria, ela só quer terminar o trabalho que começou, fortalecendo o projeto pedagógico, construindo e estruturando escolas.
Entretanto, a falta de indicadores municipais não permite ao cidadão saber ao certo quantas crianças estavam e estão dentro e/ou fora da escola entre 2011 e 2016.
Ou então, qual era a anterior e qual é a taxa atual de mortalidade infantil, dos suicídios, das doenças mais comuns, das internações hospitalares.
E Bragança fica sem saber como é que ela era e como é que ela está agora.
Estas preciosas informações poderiam valer ouro na campanha, entretanto, o Padre não as têm.

Fonte © #TRIBUNADOSALGADO
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