#INTERNET > “Boatos geram agressões a pessoas inocentes”

Bragança > 19 de Agosto de 2016

Aprovado em 23/04/2014, o Marco Civil é a Constituição da internet no Brasil.
Ele prevê direitos, deveres, garantias para usuários, e empresas.
A legislação brasileira (Lei 12.737/12) também tipifica os crimes cibernéticos.
São crimes a invasão de computadores; a falsificação de cartões de crédito; e a interrupção de serviço telegráfico, telefônico, informático, telemático, ou de informação de utilidade pública.
A Constituição garante o direito de se comunicar, entretanto, o cidadão não sabe fazê-lo.
Pessoas se deixam manipular sem filtrar informações.
Absorvem aos textos sem os ler e os compreender.
E olham sem ver as imagens.
E os replicam, num piscar de olhos.
De forma direta, sem nenhum senso crítico.
Sem nenhuma pesquisa paralela.
Da mesma forma que recebem, reproduzem.
É a sina da interatividade.
O imediatismo lhes retoca a ansiedade.
Assim navegam nas redes.
Sobrevivem e se protegem.
E também se fragilizam.
E se atacam.
Óbvio que a sociedade precisa se preservar.
E mais óbvio que use a tecnologia a seu favor.
Mas, como dizia o saudoso Lauande, nem tudo que reluz é jerimum.
Há que tomar cuidado, ser responsável.
Prestar um serviço, uma informação, requer atenção.
A velocidade da modernidade atropelou o rigor.
As pessoas agem como se estivessem dentro de um jogo.
E talvez até estejam, só que elas são os objetos.
Não os jogadores.
Para elas, basta clicar e ver no que vai dar.
Só que não dá em nada.
Mas dá cagada.
Como o assassinato público de Fabiane Maria de Jesus, 33 anos (5/5//2014).
A imagem dela foi associada a acusação de que ela era uma pessoa que sequestrava crianças.
Recentemente, um destes boatos pode ter gerado a agressão a um rapaz com fotografia associada a uma grave acusação.
O boato foi tão bem montado que atravessou o Brasil em vários grupos de ZAP.
Súbito a imagem tornou rapaz num psicopata que age em todo o país.
Do Cacoal a Mogi-Mirim.
Um boato, como uma fênix, renascido, recontado, remontado.
E a rede do pânico parece ter sido maior que a rede do bem.
O rapaz teria sido espancado, conforme se observa na foto que acompanha esta matéria.


Segue abaixo a troca de mensagens entre este jornalista e a artesã  Thathyane Nohaus via Rede Social Facebook:

CARPINTEIRO >
Opa, boa noite, desculpe incomodá-la, sou jornalista, meu nome é Francisco Weyl, recebi esta mensagem que circula em grupo de ZAP atribuída a sua conta no Face. Queria saber se a Senhora confirma esta imagem como sendo produzida pela sua conta? E queria mais informações sobre este assunto, se a Senhora conhece este rapaz de algum lugar, se ouviu ou leu esta história, se conhece algumas das pessoas que estão nas fotografias em que ele parece estar acidentado, se não conhece, de onde as recebeu? Obrigado.

ARTESÃ > Thathyane Nohaus
"Olá .eu recebi de grupos e como eu tenho muitos amigos por conta do meu trabalho artesanato.uma amiga do face públicou está foto e noesmo face tinha um link de um jornal locas eu acho que até tinha um vidio gravado por ele .e compartilhei para avisar que não devemos acusar sem ter sertesa .Pq já fizeram isso com um amigo meu para prejudicalo .assim fica fassil prejudicar as pessoas né !!mas sendo falsa ou verdadeira essas história não sei"

Fonte © #TRIBUNADOSALGADO (Texto: Francisco Weyl – com informações de #olhardigital / Agência Câmara Notícias)
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