#AJURUTEUA “Depois da tempestade, a bonança” (Crônica de Francisco Weyl)

Quando uma pessoa se sente estressada a primeira coisa que ela pensa é ir para uma praia.
Porque, todo mundo que vai a praia muda completamente o seu astral.
A praia é aquele lugar que você vai e não quer voltar.
Lugar de descanso e de contemplação.
E de reflexão, renovação de energias.


Sempre que eu penso isso, eu me esforço por entender as pessoas sem responsabilidade consigo próprias e/ou com o planeta em que habitam, portanto, com os seus próprios filhos, familiares, e amigos.
Pessoas que vão a praia ouvir música em alto volume, passear com seus veículos nas areias da praia, e sem a menor formalidade para deixar nas ruas e areias das praias os sacos plásticos, garrafas, latas, e todos os tipos de resíduos que levam.
São pessoas com este tipo de cabeça que destruíram e destroem praias como a de Ajuruteua, por exemplo.
A praia de Ajuruteua fica numa região que recebe pelo menos três nomes: litoral paraense, nordeste e/ou zona do salgado.
Faz concorrência com Salinas, mais estruturada, com diversos serviços de hotelaria e restaurantes.
Este ano Salinas despontou como a porca do verão.
Circularam diversas imagens que mostraram o lixo deixado para trás pelos banhistas.
Uma vergonha de se ver.
Em Ajuruteua, ao contrário de Salinas, a proibição de circulação de carros na areias já ajudou a reduzir o volume de lixo.
Do mesmo modo, as grandes marés que derrubaram casas próximas a praia também ajudam para a limpeza da paisagem.
Somaram-se a estes fatos a alguns ajustes de conduta recomendados e obedecidos pelo Ministério Público e os acordos com micro-empresários e moradores e visitantes da praia.
Um pequeno esforço para pelo menos não atacar mais os lençóis freáticos e as dunas, a proibição de novas construções e também a melhoria de algumas vias para os carros fora da praia.



Assim sendo, um ano após virar manchete por causa da destruição provocada pela erosão e ocupação desordenada, Ajuruteua, literalmente, deu a volta por cima.
Ainda não está o que se espera de uma praia civilizada, porque, afinal de contas, ainda encontramos muita gente mal educada que não recolhe e nem separa os resíduos e o lixo que produz, deixando-o manchar o cartão postal da praia, que, de fato, ainda não desfruta das estruturas mínimas como lixeiras e recolha sistemática do lixo nas casas e mesmo nas areias da praia onde tanto pescadores quanto visitantes descuidados deixam pedaços de isopor, cordas, resíduos plásticos, de alumínio e de vidro, o que coloca em risco tanto a praia quanto a própria vida das pessoas.
Mesmo assim, a despeito das atitudes de determinadas pessoas com as quais temos de humanamente conviver e muitas vezes enfrentar, para colaborar com o processo de conscientização e de defesa do planeta, a sensação é de que o velho espírito da praia voltou para Ajuruteua.




O verão este ano foi positivo, de acordo com a maioria dos comerciantes, donos de pousadas e restaurantes, e mesmo ambulantes que circulam com todos os tipos de mercadoria, desde o peixe até redes, óculos, protetores, etc.
E apesar de ainda não terem sido divulgados os dados oficiais das operações das forças de segurança pública, fontes informaram que este foi o verão mais tranquilo de todos os tempos.

© Carpinteiro (Foto #DRITRINDADE)


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