#3ºFICCA “O lugar da África no Cinema" (Carpinteiro entrevista Júlio Silvão)

Bragança > 30 de Agosto de 2016

O produtor/realizador de cinema documentário, Júlio Silvão Tavares, 57 anos, nasceu na Cidade da Praia, Capital de Cabo Verde.
Mora no Lém-Ferreira, a 50 metros do Centro histórico.
E já viajou para vários países africanos,  europeus, e das américas.
Júlio já finalizou oito filmes. 
Cabo Verde a Cores, Em Busca de Liberdade, S. Tomé e Príncipe- Minha Terra, Minha Mãe & Minha Madrasta, Praia- “A Cidade de Sonhos”, Eugénio Tavares – “Coração Criola”, Pedra do Poeta, Guiné-Bissau – “A Esperança dos Foliões”.
E Batuque “A Alma de um Povo”.
É seu primeiro filme, financiado por instituições europeias em parceria de LXFilmes, de Portugal, e Laterit Prodution, da França, no quadro do projeto #AFRICADOC.
“Gosto de todos os meus filmes por razões diferentes, cada filme é um filme, os propósitos são diferentes, os recursos são diferentes, e em todos eles existe uma coisa de comum, a paixão, mas ‘Batuque’ é uma referência, gosto muito de ‘Cabo Verde a cores’, também ‘Guiné Bissau’”, esclarece o realizador.
Os seus filmes são de natureza etnográfica.
O realizador tem como principio não participar em competições, mas disponibiliza obras filmes para mostra não-competitivas e para televisões.
Os filmes são disponibilizados gratuitamente, e brevemente serão comercializados pela produtora de Silvão.
Quase todos já passaram nas televisões - RTPAfrica, um já passou na National Geographic, CFI, TV5 África,  Taiwan,  universidades em USA, entre outras, dentro e fora de Cabo Verde.
A Silvão-Produção, Filmes, é pioneira na mostra de cinema gratuito nas comunidades de bairro e centros de ensino em Cabo Verde.
Confira a entrevista exclusiva de Júlio Silvão ao jornalista Francisco Weyl, editor/diretor do Jornal #TRUBUNADOSALGADO, através da qual realiza-se o III FICCA – Festival Internacional de Cinema do Caeté, que este ano homenageia o cinema africano, particularmente o de Cabo Verde, pela via da sobras de Júlio Silvão e João Sodré.

ENTREVISTA com JULIO SILVÃO TAVARES por FRANCISCO WEYL


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Quem é você? Seu nome e sua profissão?
Júlio Silvão Tavares, Produtor/Realizador de cinema documentário, 57 anos de idade, nasceu na Cidade da Praia, Capital de Cabo Verde, reside no Bairro de Lém-Ferreira a 50 metros do Centro histórico da Cidade Capital e já viajei por vários países africanos, Europeu, e das Américas, primeiro na qualidade de coordenador da seleção de futebol de Cabo Verde e depois participando em Festivais de Cinema, Mostra de filmes, Workshops, etc.







Como você se define enquanto artista, com relação ao seu trabalho audiovisual?



Sou um realizador de cinema documentário, autodidacta, que trabalha por paixão, e disponível em compartilhar conhecimentos com outros e criar oportunidades a quem quiser entrar nesta onda de fazer filmes.



Na produção de filmes, o meu foco está no documentário de caris etnográfico, mas, de forma criativa, nesta fase voltada a questões culturais e sociais de Cabo Verde, por ainda ter muito de se explorar e de se divulgar apesar de ainda haver muitos constrangimentos a respeito de parcerias, financiamento e apoios. Basta dizer que já estou nesta a mais de 12 anos e quase todos os meus filmes foram auto financiados, consequentemente com uma equipa “singular”.







Que tipo de temáticas mais aborda e porquê?



Nesta fase estou focalizado em projectos de filmes etnográficos. As pessoas estão sempre no centro dos meus filmes, as suas actividades, a forma de ser e estar, os seus valores culturais e sociais, as suas virtudes, as suas angústias, etc.



Acho que ainda estas coisas, a nossa história, as nossas tradições, a vivencia do cabo-verdiano de outrora, são poucas conhecidas na



nossa sociedade e a novo geração carece de referências. Desde berço começa a ter influencias de outras latitudes transmitidas pelos pais e por outras pessoas e se assim continuar que será da próxima geração?







Como você constrói o seu processo de trabalho, o que o estimula a produzir um filme?



Tenho uma produtora criada em 2004 e oficializada, desponho de equipamentos básicos para todas as fases de produção cinematográfico que permite quase uma total independência de funcionamento e tudo conseguido por meios financeiros próprios, através de hipoteca da minha casa, que hoje já está saldada, de prémios vencidos em concursos internacionais e de gestão de alguns dos meus filmes.



Todo este esforço tem como base a paixão de filmar, de editar e de ver as pessoas a verem os meus filmes numa sala, ao ar livre e na televisão. Uma simples palmadinha nas costas me renova a vontade de filmar e esquecer as condições com que faço os meus trabalhos.




 Silvão recebe o abraço afetuoso do Carpinteiro em 2014 
defronte a sede da Associação de Cinema e Audiovisual de Cabo Verde




Se você tivesse que mandar uma mensagem aos jovens documentaristas o que você diria a eles?



Filmar, filmar, filmar com paixão e nunca engavetar as suas filmagens porque o maior prazer é ouvir o feedback das pessoas a respeito do seu trabalho. Isso vivifica a sua alma e servirá sempre como tónico para continuar. Nunca baixar a guarda quando feedback for negativo. Também deve servir de estímulo para melhorar.







Que tipo de cinema você faz e como você avalia que a comunidade o percebe quando assiste a suas obras?



Os meus filmes são basicamente de caris etnográficos. Tem tido boa receptividade, são vistos normalmente nos programas de mostras, nas televisões e muito brevemente serão comercializados pela minha produtora. Quase todos já passaram nas televisões - RTPAfrica, um já passou na National Geographic, CFI, TV5 África e



em Taiwan, 03 (três) já passaram em 10 (dez) Universidades em USA, etc. – e estou sempre a disponibilizar gratuitamente, quando for solicitado, tanto em Cabo-Verde como fora de Cabo Verde.




Quantos filmes você já fez?



Já finalizei 08 filmes – Batuque “A Alma de um Povo”, Cabo Verde a Cores, Em Busca de Liberdade, S. Tomé e Príncipe- Minha Terra, Minha Mãe & Minha Madrasta, Praia- “A Cidade de Sonhos”, Eugénio Tavares – “Coração Criola”, Pedra do Poeta, Guiné-Bissau – “A Esperança dos Foliões”.







Por que você faz cinema?



Por paixão.







Que tipo de cinema você assiste?



Faço questão de assistir todo o tipo de filmes. O que está na base disso, é por ter convicção de que, vendo filmes você aprende a fazer filmes. Um filme, quando tiver possibilidade, faço questão de o ver mais de uma vez para poder vê-lo em toda a sua dimensão com olhos de ver, ver e analisar a narrativa, os planos, os ângulos de filmagem, as sequências, etc.







Que tipo de cinema você gosta?



Gosto de Documentário, é a minha paixão, apesar de o considerar mais complexo.







Já ganhou algum prémio? Qual? Com qual, filme e em que ano?



Tenho com principio não participar em competições, sempre disponibilizo meus filmes para mostra não competitiva e para televisões.







Qual o seu primeiro projeto?



Batuque “A Alma de um Povo” é o meu primeiro filme e foi feito com financiamento de algumas instituições europeias e parceria de LXFilmes de Portugal e Laterit Prodution da França no quadro do projeto AFRICADOC.







Qual o projeto que você mais gosta de ter feito?



Os que fiz com os meus meios próprios, por me proporcionarem maiores dificuldades e sentir satisfação por dever cumprido e reforçar a consciência de que é possível ultrapassar dificuldade quando se faz coisas por paixão. Apesar de meios financeiros são importantes, muitas vezes determinantes para coisas desta natureza, mas, há sempre como dar volta por cima. Batuque é uma referência, gosto muito de Cabo Verde a cores, também Guiné Bissau. Gosto de todos os meus filmes por razões diferentes. Cada filme é um filme, os propósitos são diferentes, os recursos são diferentes e em todos eles existe uma coisa de comum. A Paixão.







Quais os seus projetos em andamento neste momento?



Está na mesa de montagem o projeto filme TABANKA, é uma manifestação cultural que surgiu como espécie de “irmandade” ou associação de socorros mútuos, nas zonas rurais da ilha de Santiago, por volta do século séc. XVI, como forma de manifestação e resistência à situação em que eram colocados, os então libertos. Aproveitaram o fato para fazer os seus festejos, em jeito de rebeldia, realizando um teatro de rua em que ridicularizavam a estrutura social em vigor, misturando aspetos religiosos cristãos com práticas pagã de origem africana.



Na finalização da rodagem estou a trabalhar um projeto sobre construção de uma barragem, a de Figueira Gorda. A ideia é tentar compreende num país como Cabo Verde de três meses de chuva irregular, às vezes tem 5 a 10 anos sem uma gota de água vinda do céu, com um vale de cultivo que se faz colheita 3 a 4 vezes ao ano se constrói uma barragem em que alguns agricultores que trabalhavam terras na albufeira perderam as suas terras e habitações e toda a controvérsia de realojamento e outras. Por



outro lado esta barragem fez renascer esperança a uma empresa agrícola, a maior do país, que se desmoronou por falta de água.



Em carteira para final do ano e próximo ano de 2017 temos dois projectos. Um interno a respeito de uma manifestação cultural secular numa das ilhas do Barlavento, Sto Antão e outro sobre diferentes gerações de cabo-verdianos emigrados para os Estados Unidos da América, as diferentes influências geracionais culturais e as relações com a sua terra e terra dos seus progenitores.



É certo que esses projetos obrigam mobilização de meio financeiros, vamos tentar, estamos esperançados porque temos a percepção de que hoje a coisa está na linha de se mudar. Vamos ver.





 Registro da comissão organizadora do 1º Plateau Film Festival, realizado em Cabo Verde, ano 2014, em que estivemos naquele país a convite de Júlio Silvão, com quem, em nome do FICCA, firmamos parcerias afro-cinemato-amazôi-gráficas

Quais os trabalhos sociais, de formação e educação que desenvolve?



A nossa produtora, Silvão-Produção, Filmes, é pioneira na mostra de filmes gratuitos nas comunidades de Bairro e Centros de Ensino em Cabo Verde.



Também somos pioneiros na formação na área do cinema a nível de sensibilização.



Estas atividades hoje estão reservadas, não na exclusividade, a Associação de Cinema e Audiovisual de Cabo Verde que tive privilégio de ser um dos fundadores e hoje Presidente. A Minha produtora não vai deixar de fazer isso, mas, não será actividade prioritária.



O objetivo último desta actividade é, tendo em conta a nossa dificuldade de ter gente nas salas de cinema a verem filmes, achamos por bem levar filmes ao encontro das pessoas, para mais tarde as pessoas, depois de se habituarem, passarem a ver filmes nas salas de cinema.



Também temos recebido voluntariamente e gratuitos alunos no final do curso Universitário para estágios e aprofundamento de matérias, mais em termos de prática, por ainda existir dificuldade nas universidades. Creio que isso é verdade, ainda as nossas Universidades têm alguma dificuldade em termos de equipamentos, principalmente câmaras de filmar. São argumentos que utilizam e me convenceram a aceitá-los. Na verdade apresentam grandes dificuldades em vários níveis. Têm cabeça cheia de teoria e grande défice de transitar essa teoria a prática.







Sobre arte e política, você acha que as duas coisas se misturam, tem que se misturar, ou são dissociadas uma da outra? Esclareça, por favor.



Eu costumo dizer aos meus amigos, que muitas vezes me dizem que política é suja, que a coisa mais bela que existe no mundo é a Política. Se existe sujeira certamente não está na política. A política é uma ciência que estuda os sistemas de governo, analisa o comportamento político e as atividades políticas em geral.



É muito belo ver e ou ouvir políticos a discutirem projetos com argumentos técnicos e filosóficos sem se estarem a introduzir coisas pessoais que nada ter a ver com a matéria em debate, questões familiares, etc.



A política deve ser feita com hombridade, com seriedade, com honestidade e acima de tudo com respeito pelo outro. É necessário separar a política da politiquice. Existem políticas endereçadas a diferentes sectores, economia, saúde, habitação e porque não cultural? Essa política deve ser entendida como listagem de ações, conjunto de meios e estratégia para atingir os objectivos que se pretendem com ações listadas, tendo como princípio e fim a comunidade, o povo. Se não for assim, deixa de ser política para ser politiquice.







O que você sente e pensa sobre a África e particularmente o cinema de Cabo verde e a música deste país dentro de uma dimensão cultural?



A África é a nossa mãe, mas também a mãe da humanidade que tanto amamos e fazemo-la sofrer. A África é um paraíso que nunca será conhecido em toda a sua dimensão. Respeitante ao cinema de cabo-verde, do meu ponto de vista, apesar da nossa cultura europeísta, isto advém da colonização e assimilada até agora, as ideias que buscamos e que possam ser transformadas em projetos cinematográficos, na sua construção, idealizamos filmes de estilo africano, a cor, os traços dos planos, a estética, a narrativa, etc. Dando maior pendor a produção de filmes antropológicos tanto na televisão quanto nos cinemas e a maioria dos realizadores africanos atuam nesta linha. E esta linha de dar primazia a filmes antropológicos despertou o interesse dos críticos e estudiosos ávidos de novidade, as obras dos cineastas africanos acabaram se



constituindo em valiosos objetos de estudo para os pesquisadores universitários.



Nesta linha Cabo Verde, das poucas produções existentes, não foge a regra. A cultura cabo-verdiana, as tradições do povo cabo-verdiano tem sido matéria de bastante procura através de filmes produzidos para monografias a diferentes níveis Universitário. Já dei “N” entrevistas a investigadores, a estudantes na preparação das suas teses de licenciatura e doutoramento – Portugal, Espanha, Itália – e dos Estados Unidos da América a respeito de alguns dos meus filmes.



A música cabo-verdiana é um objeto cultura, comparativamente com os restantes objetos culturais cabo-verdiano, está num nível muitíssimo avançado em termos de visibilidade, de promoção e de pesquisa. A música é um dos grandes marcadores identitários da cultura cabo-verdiana e contribui para a coesão das comunidades local, em cabo verde e na diáspora.







Qual a contribuição do cinema africano para a história desta arte?



Acho que a produção cinematográfica, tanto em quantidade como em qualidade, que se faz em África justifica um lugar de destaque na história da cinematografia mundial.




Você acha que as pessoas conferem ao cinema africano a importância que ele merece?



Acho que ainda não. Do meu ponto de vista, ainda não fundamentalmente por razões financeira. A grande produção africana ainda depende de financiamento da Europa e da América, fundamentalmente da Europa. Há um ditado que diz: Quem dá pão dá castigo. É um pouco disso. O deficiente sistema de financiamento africano dos filmes africanos, obriga a nossa “submissão” aos financiadores estrangeiros e á “justiça” do financiamento. A “justiça” do financiamento obriga e relativização da importância das nossas obras cinematográficas.







Você acha que existe da parte das pessoas algum preconceito com relação ao cinema africano?



Agora não. Em tempos os filmes africanos apresentavam quase sempre homens nus, cenário das matas com animais deambulando, cenários de fome, miséria, guerra. Era essa a imagem que se tirava para fora, mas atenção, essas imagens eram reais sim, mas, feitas propositadamente por não africanos ou “afroeuroamericanos” para mostrarem o continente negro e tentarem convencer aos menos informados ou aos desinformados que o lugar do negro não é nas salas e nem é de fato e gravata, é na mata. Uma vez, num país europeu e de leste, uma cidadã me perguntou como morávamos, se tínhamos casas ou se vivíamos nas árvores. Sabe, aquilo foi para mim chocante por ser uma pessoa que à priori poderia ser muito informada pela sua formação académica. Respondi que sim, que moramos nas árvores e que o embaixador que representa o seu país mora na árvore mais alta que existe ali e que se despenhasse dali…estou a falar de 1978. Hoje a coisa mudou muito, o cenário mudou. Todo o mundo já conhece as grandes cidades africanas, os grandes homens africanos, já conhecem a maioria da origem dos conflitos africanos, já conhecem aquele ditado:” Dividir para se reinar”. Tudo isso porque os realizadores africanos mudaram de paradigma de realização de filmes em África e por arrasto, caminham neste sentido alguns realizadores estrangeiros a respeito da nossa África.







Você acha que o cinema africano é conhecido ou desconhecido do mundo? Qual o lugar do cinema africano no mundo?



Hoje já é relativamente conhecido nas grandes cidades, existe ainda resistência, mas está melhor do que ontem e amanhã será melhor. Está num lugar meio secundarizado, paulatinamente vem conquistando algum terreno. Ainda a economia, o financiamento é determinante. Já existe festivais de filmes africano na europa, os festivais de cinema em África – FESPACO - Festival Pan-africano de Cinema e Televisão de Ouagadougou, Burkina Faso, é a vanguarda, é o maior festival de cinema em África, a Nigéria é pura e simplesmente a terceira produção mundial de filmes, apesar de ser em vídeo, o Senegal tem desenvolvido muito, em fim há mais países que estão num caminho muito interessante. Hoje o cinema



africano tem outra projeção e reconhecimento, deslocam pessoas do cinema de quase todo o munda para festivais em África







Quais as temáticas que o cinema africano tem abordado nos tempos atuais?



Tanto em Documentário com na ficção o cinema africano continua a contar história da diversidade da cultura africana nas suas diversa formas. Os filmes antropológicos continuam a dominar. Ainda é necessário desmistificar muita coisa respeitante a África, a África não é só guerra, não é só fome, não é só miséria. Existem coisas lindas em África. É necessário que as pessoas compreendem o porquê da fome, da miséria, da guerra em África, onde estão os responsáveis, de onde são. Mais ainda, para onde vai a riqueza africana e como sai da África. É muita coisa.







O que você acha dessas temáticas, quero dizer, se elas estão “corretas”, se são adequadas, necessárias, pertinentes, e no caso de alguma ideia ou sugestão, quais os temas que você acha que o cinema africano deveria problematizar?



A África precisa de ser mais conhecida pelos africanos e precisa para além de ser conhecida, ser redescoberta pelos europeus a fim de poderem contar a verdadeira história de África e as suas relações seculares com a Europa fundamentalmente. As pessoas precisam de conhecer as suas origens verdadeiras. O que está a acontecer agora na europa com a emigração, principalmente no mediterrânio e da recepção dos refugiados, é consequência disso, do desconhecimento das origens, do desconhecimento da história e das relações seculares entre a europa e a áfrica.



É uma oportunidade de aprofundamento das origens, da verdade a respeito dos descobrimentos, dos achamentos, da verdadeira história das relações humanas, comerciais, culturais, da verdade europeia e da verdade africana. Creio que através do cinema podemos minimizar os prejuízos resultantes da verdade escondida até hoje. 

Fonte © #TRIBUNADOSALGADO

+ sobre as relações do FICCA com Cabo Verde aqui:

 


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