#ESPORTE O roubo da taça e a violência da mídia esportiva paraense



(Por © Francisco Weyl, jornalista-diretor/editor da #TS) 

 
Roubaram a taça internacional que o Clube do Remo tanto batalha para que o objeto tenha de fato um valor muito mais que simbólico.
Ao que se sabe, a taça tem mais de 60 anos e era feita de prata.
Há imagens que mostram dois indivíduos saindo tranquilamente da sede do clube em dia de reunião do Conselho Deliberativo.
A sede do Remo já foi vítima de assalto, quando nem possuía circuito interno de segurança.
Levaram a renda de um de seus jogos.
Até hoje a Polícia Civil não deu nenhuma informação sobre o andamento ou conclusão das investigações.
Lastimável esta situação num Estado em que a violência reina e os governantes são omissos.
Mas, mas lastimável é a tentativa de alguns profissionais de imprensa em usar este episódio do roubo da taça para estimular a rivalidade entre as torcidas.
Os setoristas de esportes anunciam sem provas que isso foi coisa de torcedor adversário.
Desculpem (sou apaixonado pelo meu time), mas o glorioso Payssandu não precisa desta lata velha para nada.
Como podem estes profissionais de mídia esportiva reduzir a rivalidade entre torcidas uma questão de matriz social, como a violência urbana e a criminalidade?
Ao contrário de cobrarem das autoridades públicas e dos dirigentes uma solução e uma explicação para o ocorrido, escamoteiam o fato e fogem da realidade.
E apresentam factoides para garantir uma falsa audiência.
Se fossem mais sinceros consigo próprios, mudariam o discurso e pregariam a consciência cidadã e social dos torcedores paraenses, que querem ser estimulados a paz e não a provocações como esta.

Fonte © #TRIBUNADOSALGADO (Texto: Francisco Weyl)
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