#BRAGANÇA Barbalho poderá optar por Nadson © Francisco Weyl



Sem tempo a perder com as questões internas bragantinas, e mais preocupado com a eleição do filho Helder ao governo do Estado  em 2018, Jáder Barbalho poderá optar pelo apoio a Nadson Monteiro nas próximas eleições municipais de Bragança. Nadson era o vice de Edson Oliveira, que se tornou inelegível.
E o Município parece um campeonato de segunda divisão, completamente embolado. Edson Oliveira liderava sondagens não-científicas de redes sociais, No esteiro, Raimundão segue firme com apoio de Jatene, que, aliás, apoia também a candidatura de João Nelson Pereira Magalhães à reeleição. É uma retribuição porque Nelson apoio Jatene. Enquanto Jatene tem dois candidatos em Bragança, Jáder não tem ainda nenhum.
E foi exatamente por isso que ele esteve no Município dia oito de julho,  junto com a deputada federal Simone Morgado durante as comemorações de aniversário de Bragança. Fontes revelaram que um encontro entre Barbalho, Morgado, Oliveira, e Monteiro, poderia ter selado a decisão de o PMDB não ficar mais com a cabeça da chapa. Mas de qualquer forma ficará com boa parte do corpo do Poder.
Apesar do ex-prefeito Edson Oliveira anunciar o recurso da decisão da Câmara, que lhe reprovou  - na semana passada - as contas relativas a 2008 (contas estas,  aprovadas, com ressalvas, pelo Tribunal de Contas do Municípios - TCM), o fato é que Barbalho não quer perder tempo com ações judiciais para garantir uma candidatura cujos votos ao final poderão nem ser contabilizados.
Jáder não se sente seguro. Ao optar por Nadson, garante um vice-prefeito, que poderá assumir a cadeira, quando o próprio Nadson vier a se candidatar a deputado estadual em 2018, pretensão anteriormente anunciada por ele próprio, razão inclusive de ele ter saído na dobradinha como vice da chapa de Edson Oliveira, agora posta em causa pelo dono do PMDB no Pará.
Há quem diga que o prefeito Nelson não teria alcançado os 31.282 votos que lhe garantiram a eleição se ele não tivesse feito a dobradinha com Nadson Monteiro. Mas, depois de eleito, o vice Nadson  teria montado um gabinete paralelo,  e protagonizava ações à frente da secretaria de saúde, sem a presença do gestor municipal, numa clara demonstração de independência, o que enfraquecia o Poder do próprio prefeito diante de sua gestão.
E até que viesse a romper com a gestão, Nadson soube tirar proveito de sua estratégica posição para se lançar candidato a deputado estadual, revelando-se, consequentemente, um fenômeno eleitoral, sem entretanto se eleger, mas alcançando a marca de 20.264 votos, menos, que o próprio Edson Oliveira, que também se candidatou sem se eleger a deputado estadual, alcançando 26.586 votos.
Inteligentemente, Nelson conseguiu fazer do PT comandante da Câmara por dois mandatos, mas não podemos dizer que a passagem dos vereadores petistas possa ter dado algum toque de midas naquela Casa, que seguiu seu curso, aprovando entretanto, algumas leis importantes, como inclusão do Município no Sistema Nacional de Cultura, e da Educação. Depois, Nelson rompeu com o PT, mas a sua condição de “Padre”, o fez “perdoar” até mesmo os seus algozes, entre estes, inimigos, e mesmo aliados, que o abraçavam pela frente e o apunhalavam pelas costas.
Fonte © #TRIBUNADOSALGADO
(Texto: Francisco Weyl)


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