#EDITORIAL Aos que pensam política em Bragança-Pará (© Francisco Weyl)





Escrevo-lhes em nome de cerca de 50 mil leitores mensais, a maioria dos quais cidadãos que nasceram em Bragança, que trabalham em Bragança, que moram em Bragança, ou que moram fora desta terra, mas tem nas suas relações consanguíneas e afetivas pessoas aqui nascidas que são por eles e por elas amadas, pessoas que amam Bragança desde a primeira vez que aqui chegaram, e pessoas que de alguma forma despertam interesse de vir ou que se interessam por lugares como Bragança pelas razões que todos conhecemos e que sempre gostamos de sentir, todas estas pessoas que acessam as notícias de nosso jornal, que tem como sede este Município, sem fazer apologia a violência e ao sexo, com matérias sobre arte, política, sociedade, cultura e esporte, de forma geral, um jornal feito por duas pessoas que silenciosamente revelam aquela parte tornada invisível pelo social, aquela parte cuja existência garante a sobrevivência de diversas culturas, mas que é isolada do espectro jornalístico, esquecida das pautas de redações padronizadas por determinismos mediáticos internacionais, que, propositalmente, ignoram e se desinteressam da verdadeira cultura de raíz, um jornal alternativo, verdadeiro  com a sua origem e a sua história, com um texto leve e sincero, com imagens espontâneas e artísticas, dentro de padrões éticos absolutos, e sem financiamento de nenhum governo , entidade , instituição , empresa ou pessoa física, um jornal que tem compromissos com o nosso tempo, e que respeita a Constituição e a democracia, a livre manifestação do pensamento, o direito e a liberdade de expressão, e fundamentalmente o direito a crítica do outro, á diferença, e ao contraditório, esforçando-se por ouvir e deixar aberto este espaço midiático ao que se chama de outra parte, que podendo ser citada ou criticada, tenho também ela o direito de dizer a sua verdade e de dar o devido esclarecimento a comunidade  de forma a elucidar as incertezas ou pelo menos amenizar as diferenças e centralizar ao máximo as análises para que estas contenham como fundamento o fato mais isento possível, apesar de reconhecermos que a neutralidade é uma das mentiras mais absurdas  inventadas pela humanidade, e que por não existir, impõe as pessoas um exercício de hipocrisia que não estamos interessados em participar, razão pela qual anunciamos a nossa simpatia por propostas que apresentam e defendam garantias de criação, execução, fiscalização e transparência de políticas públicas de natureza democrática, com a participação de conselhos eleitos pelas comunidades que não sejam decorativos mas atuantes e decisórios na defesa e fiscalização de políticas públicas inclusivas, fundamentalmente destinadas às comunidades carentes.


©Francisco Weyl, Jornalista, Bacharel em Cinema, Mestre em Artes, Especialista em Semiótica, Imortal à Academia de Letras do Brasil – Seccional Bragança, Marujeiro de Carteirinha, Carpinteiro de Poesia
(Foto © #DRITRINDADE)
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