#ESTURPO > Caso não seria o primeiro em escola religiosa

O IST - Instituto Santa Terezinha é a escola mais tradicional de Bragança.
Todas as pessoas que passam por esta Instituição têm orgulho de afirmar a experiência como uma das mais importantes da vida delas.
Mas, por ter sofrido algum tipo de violência sexual, algumas de suas alunas podem não ter direito a esta bela memória.
E se preocupa o estupro de uma estudante  de 14 anos, é grave a exposição da vítima, o silêncio da escola em que ela estuda, e mesmo a apatia das redes municipais de assistência social e de segurança.

O PRIMEIRO CASO
Este não foi o primeiro caso que teria ocorrido na escola.
Um caso anterior ficou restrito a duas turmas, sem que a comunidade, a sociedade, e os pais de alunos (as) da Instituição conhecessem e assim pudessem colaborar com o enfrentamento do problema.
O CT - Conselho Tutelar do Município de Bragança chegou a acompanhar o caso, comprometendo-se, naquela ocasião, em trabalhar junto com o IST nestes tipos de questões.
Ações em conjunto de governo e sociedade para estes tipos de assuntos enriquecem a experiência de cidadania, fato que não se está a verificar neste processo recente.

O SEGUNDO CASO
O recente estupro que vazou pelas redes sociais teria acontecido em abril.
A menor denunciou que foi levada por um professor na hora do intervalo da aula, tendo sido estuprada no veículo do mesmo, em local próximo ao IST.
O pai teria tomado conhecimento do fato tempos depois, e por telefone.
Revoltado, e precipitado, postou a notícia em rede social, e mesmo tendo-a apagado, não reduziu o grau de exposição da própria filha.
De acordo com o pai, a menina revelou comportamento estranho, isolada, e depressiva, inclusive, sofreria buylling na escola.
Isso teria crescido depois que o professor foi afastado.
O  IST teria demitido o professor logo depois da denúncia pública, com a notícia já nos corredores da escola.
O segundo caso não foi comunicado ao Conselho Tutelar
E o Sindicato dos Professores não se posicionou oficialmente sobre o caso.
É como se todos se eximissem de sua responsabilidade cidadã.




A VÍTIMA 
A vítima continua violentada pela sociedade e pelo Estado. A cultura do estupro grita diante deste silêncio. É uma injustiça.
Veredito social: culpada.
Condenada em comentários de redes sociais, a menina será exilada.
Bragança é uma tão tradicional que até elegeu um Padre para prefeito. A Igreja tem propriedades, terras, negócios, hospitais e escolas. É responsável pelo desenvolvimento de várias gerações.
E também comete erros, em Bragança, a Igreja nunca foi como a do Marajó, dura no combate a pedofilia.

O CONSELHO TUTELAR
Este e outros tipos de violação de direitos são comuns no Município.
E o Conselho Tutelar, empossado em Março, está sem indicadores atualizados (diz que terá estatística precisa no segundo semestre).
Há quem diga que aumentam os registros de casos de desaparecimento de crianças, principalmente nas comunidades rurais. A notícia não pode ser confirmada, mas muita gente na cidade fala do assunto.
Sem dados sobre as condições reais de cidadania de crianças e adolescentes e sem uma clara definição de critérios sobre qual o papel de um Conselho, os novos conselheiros fazem o básico.
Recebem demandas, acompanham violências psicológicas, guardas de menor, conflitos familiares, e encaminham os casos de assédio, estupro, violência, cárcere privado, ao PRO-PAZ, delegacia responsável pela segurança de mulheres, idosos, crianças e adolescentes.
Aguarda-se o pronunciamento da escola, do Conselho Tutelar, e mesmo das instituições que compõem a rede social e de segurança do Município.

NR > Estivemos no Conselho Tutelar para dialogar sobre o crescimento do número de casos de violência contra mulher, particularmente contra menores, tomando como centro o estupro de uma estudante de 14 anos por seu professor, quando descobrimos que este não foi o primeiro caso.

Fonte © #TRIBUNADOSALGADO 
(Texto: Francisco Weyl / Arte: DRI TRINDADE)
Tecnologia do Blogger.