#APOIO “Por uma nova Universidade para a Amazônia” (Por © Francisco Weyl)

Desde o momento em que o bragantino JOÃO WEYL se lançou a reitoria da UFPa que a #TRIBUNADOSALGADO abraçou candidatura, pelos seguintes motivos.
#JOÃOREITOR propõe que a UFPa renasça das cinzas de uma crise sem precedentes na história do Brasil, pela via do diálogo ético e transparente com a comunidade acadêmica e com a sociedade.
#JOÃOREITOR pensa a UFPa de forma nova e coletiva, com a presença dos diversos setores, partidos, coletivos políticos, grupos organizados, e pessoas inteligentes e criativas, como naquele antigo verso, aprendendo, ensinando uma nova lição.
#JOÃOREITOR respeita os conhecimentos tradicionais e populares, a diversidade, a juventude, e afirma a política de cotas, para avançar ainda mais a educação brasileira.
 
 
Todo mundo sabe que eu sou irmão do João Weyl, e que meu vínculo com a UFPa é de ex-aluno (Especialista em Semiótica, 2003; Mestre em Artes, 2003 – ambas pelo Instituto de Ciências e Artes), e de colaborador em disciplinas e projetos.
Claro que eu sou suspeito para falar a partir de então, e, considerando que me movo por paixão, e que amo meu irmão e toda a minha família, óbvio que eu me colocaria, como de fato me coloquei, ao lado da candidatura dele.
Quem me conhece sabe que desde os 13 anos de idade que flerto com o anarquismo e com a literatura, tendo desde então tomado-me poeta e já ali ator.
Ensaiava teatro e organizava grêmios livres, associações de moradores, entidades sindicais.
Sempre gostei de ler, mas meu encontro com os russos começou por volta de 1977, pela editora Paz e Terra, via traduções de Leandro Konder, passando a conhecer então Tchecov, Maiakovisky, Bakunin. Bukarin, Lenin.
Sempre à esquerda, e à margem, articulando as militâncias políticas e artísticas, intervenções, performances, projeções, saraus, piquetes, greves, passagens em salas de aula, marchas, atos públicos, enfrentamentos com as forças da repressão.
Não vou narrar a minha história, mas não poderia deixar de fazer uma espécie de “re-memória” (anamnesis) com o intuído de ajudar a quem não me conhece a compreender que minhas posições políticas não são de natureza familiar e muito menos individual.
Atravessei diversos governos e partidos, prestei serviços, dialoguei, polemizei sem jamais ter me submetido a uma ideologia totalitária que me cerceasse o direito à crítica.
Jamais me enquadrei.
E é pela margem que eu me movo tal qual esta candidatura do João que segue uma linha de fronteira, além destes espectros políticos que afundam a maior universidade do Norte num reino de ambições pessoais e políticas.
Sou João, de coração e emoção, com paixão e tesão.
Boto fé numa política verdadeira.
A vida segue.

Belém, 29 de Junho de 2016

CARPINTEIRO DE POESIA
(Francisco Weyl, poeta, jornalista, realizador, ator, professor de cinema e antropologia da imagem, especialista em semiótica, mestre em artes - #UFPa)
Fonte © #TRIBUNADOSALGADO
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