‪#‎COLABORAÇÃO‬ > Bragança lança campanha pelo Cinema >


Com novas redes de apoio, este ano de 2015, o Festival Internacional de Cinema do Caeté – FICCA apresenta diversas ações inovadoras, entre estas uma campanha colaborativa que já está nas ruas. A meta é obter apoios financeiros para a segunda versão do Festival, que acontece anualmente no mês de Dezembro, no município de Bragança, Região Norte, Amazônia, Pará. Qualquer pessoa pode ajudar, bastando para isso definir o valor e a forma de colaboração, depois de acessar ao linkhttp://www.kickante.com.br/…/ficca-festival-internacional-d…
O FICCA disponibiliza – para além das projeções de filmes a concurso - minicursos de caráter prático e rodas de conversas sob temas contemporâneos polêmicos como as questões de etnia, gênero e orientação sexual. Além disso, ainda abre portas para o intercâmbio entre realizadores e produtores das mais diversas origens e com as suas infinitas propostas de linguagens estéticas e de formas de captação, fora dos mercados tradicionais e mais próximos das comunidades locais. De acordo com o seu coordenador, o poeta, realizador e jornalista Francisco Weyl, o festival é uma ferramenta de consciência e de inclusão social, formação profissional e artística e de geração de renda, focadas na juventude, em estado de vulnerabilidade, o que, segundo ele, atende demanda expressa da sociedade local via manifestação de grupos articulados à produção cultural para a criação de agendas de intervenção artística e social, voltadas, especialmente, à comunidade, e com a participação desta como executora.
“O Festival, que utiliza a cultura audiovisual contemporânea como base de diálogo e criação, via oficinas, rodas de conversas, sessões cinematográficas e cineclubistas, em escolas públicas e associações de moradores, abertas ao público em geral, se materializa, a partir de redes solidárias - de compartilhamento de conhecimentos - via práticas artísticas e sociais que envolvem as comunidades locais, enquanto pilares das atividades inovadoras, que possibilitam a melhoria da qualidade de vida, e das relações entre as pessoas, o uso sustentável dos recursos naturais, e a preservação do sentido ético humano e do meio-ambiente”, esclarece o coordenador do certame.
Proposta do Jornal (bragantino) “Tribuna do Salgado”, a primeira versão (2014) do FICCA - além da própria produção cinematográfica afro-amazônica, que teve o seu merecido destaque no certame -, recebeu filmes de diversos países (Portugal, Cabo Verde, Guiné Bissau, França, Brasil), tendo selecionado para projeção cerca de quarenta filmes. Do Brasil, chegaram filmes de diversos estados: Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo, Distrito Federal, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Ceará, Amazonas, Acre, Roraíma, e Pará. A Comissão dos Juris do primeiro FICCA atribuiu os seguintes prêmios para as respectivas categorias: Melhor filme de Longa Metragem: Prólogo, de Gabriel Marinho (DF); Melhor filme de Média Metragem: Gotas de Fumaça, de Ane Siderman (RS); Melhor filme de Curta Metragem: Conflitos e Abismos, de Everlane Morais (SE); Melhor Documentário – Dias de Mangal, de Evandro Medeiros (PA); Melhor Direção: Juliette Yu-Ming (Filme: Rito de Passagem – RJ); Melhor Roteiro: Bobô, Longa de Inês Oliveira (Portugal, Guiné, Brasil); Melhor Montagem: Marcley de Aquino (Filme: Desencontro Marcado, de Alice Bessa, Duarte Dias e Marcley de Aquino – CE); Melhor Fotografia: Lucian Rosa, Bem Hur Real, Kenny Mendes, Nadia Biondo (Filme: Louises - Solrealismo Maranhense, de Keyciane de Sousa Martins – MA); Melhor Trilha Sonora: Cláudio Lavôr (Filme: Filhos da Hutukara, de Ana Lúcia Mendina – RR); e Melhor Filme Júri Popular: Sophia, de Kennel Rógis (PB).
Na sua primeira edição (2014), portanto, o FICCA contou com a colaboração Universidade Federal do Pará –Campus Bragança; Prefeitura Municipal de Bragança; Academia de Letras do Brasil – Seccional Bragança; Projeto Aluno Repórter – Bragança – NTE/SEDUC – Pará. Novos parceiros somaram-se aos antigos neste Festival de 2015, entre os quais: Programa ‪#‎TÔNAREDE‬ / Fundação Educadora de Comunicação de Bragança; Casa de África-Brasil (UFPa); Pró-Reitoria de Relações Internacionais da UFPa; Universidade Federal do Pará –Campus Cametá; Instituto Federal de Tecnologia – IFPa-Bragança; Instituto Saber Ser Amazônia Ribeirinha – ISSAR; Federação Paraense de Cineclubes – PARACINE; Associação Nacional de Cinema e Audiovisual de Cabo Verde; e Câmara da Ribeira Grande de Santiago - Cidade Velha, Cabo Verde.
O FICCA é um Festival realizado através do Jornal “TRIBUNA DO SALGADO”, tendo como seus objetivos afirmar a autoestima comunitária com o envolvimento e a inclusão da juventude em situação de vulnerabilidade social na proposição, realização e participação de atividades socioculturais; fortalecer as relações de parceria entre instituições públicas e empresas, e destes agentes com a sociedade civil, e os criadores do Município, unificando ações socioeducativas via parcerias com igrejas, escolas, empresas e associações comunitárias e culturais de forma a integrar Bragança aos movimentos pela democratização do acesso à comunicação e à cultura; e constituir um espaço democrático de debate sobre sociedade e cultura, onde a relação hierárquica é substituída pela construção colaborativa do conhecimento, a partir da troca de olhares, experiências e perspectivas que estimulem o interesse da juventude e da comunidade na arte e na participação social.
Fonte © ‪#‎TRIBUNADOSALGADO‬
(Texto: Francisco Weyl)
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