‪#‎NAVEGAPARÁ‬ > Ex-presidente da PRODEPA cala a boca da‪#‎AgênciaPará‬


Farto de ouvir e ver as grandezas dos pretensos pais e mães do #NavegaPará, o ex-diretor-presidente da Empresa de Processamento de Dados do Pará (Prodepa), Carlos Renato Lisboa Francês postou hoje no perfil de seu Facebock uma nota em que – senão desmente, ao menos esclarece a verdade sobre o maior programa de inclusão digital do Brasil, criado na sua gestão, durante o governo Ana Júlia.
Ao fazer uma um pequeno registro histórico do que aconteceu (nesses últimos anos) até dezembro de 2010 para que o #NavegaPará se tornasse realidade, a nota já é considerada uma contribuição à história da tecnologia paraense, entretanto, não trata do assunto Infocentros, deixado pelo autor a quem tem mais propriedade, no caso, ‪#‎JoãoWeyl‬ e‪#‎MaurílioMonteiro‬, respectivamengte adjunto e titular da antiga pasta de Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia, SEDECT, governo Ana Júlia Carepa. (A nota pode ser acessada no linkhttps://www.facebook.com/renato.frances/posts/639480342820381?).
Francês escreveu a nota para fundamentar a sua crítica as informações veiculadas em matéria no site oficial de notícias do Governo do Estado (http://www.agenciapara.com.br/noticia.asp?id_ver=111003), na qual há uma referência a uma pesquisa do IBICT que teria informado que o "Pará detém quase metade de todos os pontos de inclusão digital da região Norte". O ex-gestor crê que a informação seja verdadeira, embora nada tenha encontrado sobre o assunto no site do IBICT.
No texto, Renato Francês diz que a logomarca do #NavegaPará, idealizada por Claudio Martins e Cláudio Alex Rocha (atual Reitor do IFPa), e implementada pela Mendes Publicidade, representa a árvore do conhecimento e os seus neurônios, cujas sinapses metaforicamente representam os links de fibra óptica. “Não optamos por uma "manga que representava um mouse" e nem por Pará Digital e similares do senso comum”, ironiza.
Excertos da Carta de Renato Francês publicada no FB:
“Nos idos de 2003, um grupo de professores da engenharia elétrica da UFPA, liderados pelo Prof Joao Weyl A Costa, submeteu à FINEP um projeto que retratava a ideia básica do NavegaPará, ou seja: utilização da rede de transmissão da ELN e distribuição do sinal dentro das cidades. Infelizmente o projeto não foi aprovado. Acharam que o João Weyl estava delirando”.
“Em 2004 e 2005, o mesmo grupo (do qual me orgulho muito de ter feito parte), liderados pelo mesmo João Weyl, executou um projeto com a ELN, denominado "Aplicação de novas técnicas para expansão da capacidade de comunicação da rede óptica da Eletronorte", financiado pela ANEEL, aprovado em edital público, que investigava exatamente como expandir a rede da ELN para possibilitar o uso, por exemplo, em projetos como o NavegaPará (há uma descrição resumida emhttp://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do…)”.
“Sabendo como expandir e como expandir e quais as capacidades atuais, em 2006, na gestão do reitor Alex Fiúza (sendo eu o diretor de TI da UFPA naquela altura), elaboramos ofício à ELN solicitando apenas cessão de capacidade (banda) para ligar os "campi" da UFPA na região de abrangência da rede daquela concessionária (Abaetetuba, Tucuruí, Altamira, Itaituba, Santarém e Marabá). Tipicamente, naquela época a UFPA possuía links de 64kbps* na maioria de seus campi, exceto em Santarém e Marabá, que eram de 124Kbps*, que custavam uma pequena fortuna ao orçamento da UFPA. Solicitamos de 1E1 a 5E1(tipicamente de 2 a 10 Mbps - o que seria uma revolução para a época). Infelizmente, não obtivemos êxito (Não errei a unidade das taxas não!! Era isso mesmo e em links de satélites)”.
“Ao final de 2006, já com a Gov Ana Júlia Carepa eleita, a equipe de transição foi à UFPA em busca de possíveis soluções para problemas crônicos do Pará. Obviamente, telecomunicações era um deles. Sendo assim, os Profs Alex Fiúza e Regina Feio me solicitaram uma apresentação sobre o que viria a ser "ipsis litteris" o projeto do NavegaPará”.
“Acabamos sendo convidados a assumir a tarefa, no governo Ana Júlia, de implantar a tal ideia. Em março de 2007, com apenas 3 meses de governo, assinamos o convênio histórico com a ELN para utilizar a rede de fibra óptica daquela empresa de energia, para ligar as cidades e promover uma ação de inclusão digital sem precedentes em um estado brasileiro”.
“Além das redes que iam até o Oeste e o Sudeste do Pará, implementamos toda a rede de Santa Maria do Pará até Bragança (Nordeste do Estado). Tal rede foi implantada toda em tecnologia de rádio, em função da escassez de recursos”.
“Em cada cidade iluminada pelo NavegaPará, ligamos não só unidades do executivo estadual (escolas, hospitais, delegacias, etc). Ligamos também as universidades públicas, o Exército Brasileiro, o Ministério Público, entidades do terceiro setor e pontos de acesso público (praças, orlas, etc) e por aí vai. Só ratificando: Sim, sim! É isso mesmo: quem ligou as IFES no interior do Pará não foi a RNP e sim o NavegaPará”.
Entre os usuários da Rede Social que comentou a nota de renato Franc~es está o professor-doutor João Weyl, considerado por Renato um dos precussores do #NavegaPará. João Weyl chegou a dizer o seguinte : "Meus vivas à Ana Ana Júlia Carepa e ao Maurilio Monteiro pelo empoderamento que nos deram para execução do navegapra, Tudo que aí está (prometido), infelizmente, ainda não é um terço que deixamos planejado e que, certamente é sem modéstia, já teríamos feito, pois sabíamos e sabemos como fazer. Desde que saímos do governos permanecemos pesquisadores e somos ignorados nas opiniões para modernização do sistema."
FONTE © ‪#‎TRIBUNADOSALGADO‬
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