#CRATERAS > O buraco de Bragança é mais embaixo


A última vez que esteve em Bragança, o governador Simão Jatene inaugurou 278 metros de pontes em concreto armado. A substituição das antigas pontes de madeira por novas estruturas custou cerca de R$ 85 milhões. Mas se as pontes estão renovadas, o mesmo não se pode dizer da Rodovia Estadual Santos Dumont (PA-458), que liga a área urbana de Bragança (ao Sul) ao Distrito de Ajuruteua (ao Norte).

Depois de recebermos denúncias, percorremos e comprovamos constantes perigos em diversos trechos. Quem pegar a estrada até Ajuruteua deve conduzir com muito cuidado para evitar acidentes. Um menor descuido pode ser fatal. Na Vila do Acarajó, vimos de perto, a dificuldade de centenas de pessoas que transitam diariamente indo e vindo das dezenas de comunidades próximas a Bragança, e que precisam passar por trechos quase intrafegáveis. Pelo que apuramos com moradores que preferiram não se identificar, eles já levaram o problema até a Prefeitura e ameaçam fechar a via, caso uma solução atitude não seja tomada pelas instituições municipais e estaduais.

Em menos de duas semanas, dois protestos contra a situação de abandono das vias no Município de Bragança fechou o trânsito para os carros. A comunidade perdeu a paciência e já nem quer mais saber de quem é a culpa, se da prefeitura ou do governo do estado. Cansada de pedir e de esperar providências, moradores agora partem pro tudo ou nada e fecham as vias. Isso aconteceu na estrada do Montenegro, mais exatamente no trecho inicial, e também na estrada que vai para os campos bragantinos.

A Polícia é chamada, aparece, dialogo, sem intervir, e as soluções chegam paliativas, com carradas de piçarra em caçambas do Município. No jogo de empurra-empurra, quem perde são os moradores destas vias, proprietários de veículos ou não, pessoas que precisam escoar a produção e se deslocar por diversos motivos, desde familiares aos profissionais. E a situação se complica com as chuvas. Apesar dos gestores terem conhecimento e saberem que podem se antecipar a este problema, rigorosamente nada foi planejado.

O último contrato publicado no Diário Oficial do Estado que se tem notícia para esta finalidade de “tapar buracos” (Nº 27-11, com número de publicação no D.O.E. 267593) vigorou entre 04/08/2011 e 03/08/2012. A empresa Construamec – Construo Agricultura Mecanizada S/A, recebeu R$ 2.435.362,25 para a execução dos serviços de conservação nas rodovias PA-458 / PA-324 / PA-124 / PA-444 e PA-242, na Região de integração Caetés, sob Jurisdição do 2º Núcleo Regional. Portanto, há quatro anos que nenhum centavo entra para tapar buracos.



Fonte © #TRIBUNADOSALGADO (Texto e fotomontagem: Francisco Weyl/Dri Trindade)
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