Encontro inédito discute política e cidadania






Muitas pessoas se deslocam das grandes cidades para fugir ao stress que lhes provocam verdadeiras dores de cabeças, além do mal estar que caracteriza as quotidianas insatisfações de quem se sente em permanentes sensações de insegurança urbana. As cidades estão explodindo violência, o que faz com que municípios como Bragança se tornem destinos de quem queira desfrutar da tranquilidade, mas não apenas no período de férias.


Mas, apesar do crescimento de registros de violência, Bragança é um município tranquilo que encanta aos olhos e apaixona a primeira vista, já que poucos conseguem ver o que está por trás do véu desta aparência, a miséria de milhares de pessoas abaixo da linha de pobreza, o que faz deste Município um dos piores IDH do país.


Neste cenário de contradições, há uma complexidade de fenômenos que precisa ser compreendida porque é difícil percebê-la quando se participa de forma natural do dia a dia da cidade. É preciso, portanto, ter olhos para ver, e mais do que ver, observar, analisar, transformar. Em tese, os psicólogos são profissionais que tem estes olhos de ver.


E estes profissionais desempenham um papel importante nas percepções e descobertas e nos enfrentamentos de diversas causas e consequências dos conflitos de nosso tempo e que nos são comuns a topos nós que nos relacionamos uns com os outros por vivemos e convivermos com diversos núcleos e grupos sociais.


E é por estes e outros motivos que os profissionais da psicologia realizam aqui em Bragança um encontro inédito. Eles querem fortalecer a profissão e politizar a categoria para as suas urgências específicas.


O Primeiro Encontro de Psicologia da Região Bragantina trata de temas como Cidadania, Políticas Públicas, Saúde e Educação, entre outros desafios que são colocados as estes profissionais.


De acordo com a idealizadora do encontro, a psicóloga Cilene Amujacy, além de psicólogos, o evento também contou com a participação de enfermeiros, assistentes sociais e pedagogos dos municípios de Bragança, Augusto Corrêa e Tracuateua.


A presença do Conselho Conselho Regional de Psicologia – CRP10, segundo Amujacy, enriquece mais o trabalho da psicologia em Bragança. De acordo com a presidente do Conselho, Jureuda Guerra, 45 anos, a ideia deste encontro é trazer a discussão do Conselho para categoria.


Jureuda afirma que os psicólogos precisam compreender a política para avançar em suas conquistas. Formada pela Universidade estadual do Rio de Janeiro, a presidente do CRP10 informa que cerca de 4.700 psicólogos são cadastrados nos estados do Pará e Amapá, oitentas por cento dos quais atuando nas instituições que desenvolvem políticas públicas assistenciais.


Nesta sexta, 12 de setembro, Jureuda Guerra vai fazer um debate sobre a questão da saúde mental, tema evocado nesta quinta pela presidente da comissão de políticas públicas e conselheira do CRP10, Professora Eunice Guedes.


Eunice, aliás, defende um conceito de saúde que englobe outros quesitos além dos sintomas de um a doença. Além disso, em sua fala, ela destacou o tripé que sustenta o Sistema Único de Saúde – SUS, e os princípios da Universalidade, Equidade, e Integralidade,


O encontro ainda terá uma Roda de Conversa com a participação dos psicólogos e assistentes sociais que vão relatar e troca experiências.


SERVIÇO – I Encontro de Psicologia da Região Bragantina. Promoção: Coordenadoria de Saúde Mental. Apoio: e Secretaria Municipal de Saúde, Hospital Santo Antonio, Prefeitura de Tracuateua e e Conselho Regional de Psicologia do Pará e Amapá – CRP10. Local: Fabrique (Riozinho). Encerra sexta, dia 12 de setembro.





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