Diretor de Arte da #TS analisa seleção nacional

Renovação? Doze anos de retrocesso. Como todo mundo já sabia e virou técnico, vamos lá: Futebol moderno não se faz com essa mentalidade defasada dos dirigentes brasileiros e com ex-campeões se aposentando. O Cara diz: quero terminar a carreira no Brasil! - Credo! Vai morrer pra lá.

Vejamos esta história incrível de uma CBF amadora e corrupta. Depois do título de Pentacampeão de 2002, com o Felipão, que depois da Copa jurou que nunca mais iria dirigir o Brasil, e quando foi fazer a decisão da Eurocopa por Portugal, disse que aquele título era mais importante pra ele do que o Penta pela seleção Brasileira.

Perdeu pra mediana Grécia dentro de casa. Pra “renovar”, convocam o técnico que tinha sido campeão em 94, o Carlos Alberto Parreira argumentando que tinha experiência e tals. E coloca como supervisor, o campeão de 1970, o estressado Zagalo. A dupla foi um fiasco. Não conseguiram conter um time cheio de estrelas e seus patrocinadores.

Nas quartas contra a França, um Roberto Carlos soberbo resolve arrumar o meião, justo num cruzamento em que o atacante sozinho faz o gol. Justificou, arrogantemente, que fez o que o professor Parreira mandou.

Quando "renovam" convocam quem? O Dunga, campeão mundial de 94. Nunca foi técnico, nunca dirigiu clube nenhum, mesmo assim a CBF o chama para assumir nova seleção brasileira de futebol. Um bronco e grosseiro. Ganha uns torneios e cabeça dura leva o que tinha de pior, se dizendo fiel aos que tiveram ao seu lado. Um Kaká bichado e um banco péssimo para a copa de 2010, deixando o estreante e craque Neymar e um Ganso no seu único melhor momento de fora.

Numa falha e expulsão do zagueiro mais medíocre que a seleção já teve, é derrotado na Copa da África. “Renova” de novo. Chamam o tricampeão brasileiro, Muricy Ramalho, que covardemente se nega a ser técnico de seu país por que prefere continuar no Fluminense e há especulações de que não aceitaria as falcatruas da CBF. Pode ser.




Enquanto isso o ex-presidente da FIFA João Havelange e o presidente da CBF Ricardo Teixeira são expulsos da história do futebol brasileiro pela porta dos fundos como bandidos e ladrões e condenados sem ser presos ou devolver um único centavo do roubo e é empossado o "Ladrão de Medalhas”, José Maria Marin.

Um ladrão em rede nacional. Rouba uma medalha na entrega das premiações da Copa São Paulo de juniors, um cínico cara de pau. A cúpula da CBF, que tinha o cara de areia molhada, Andrés Sanchez como um dos “capos” nos enfia goela abaixo o medíocre técnico do Corinthians Mano Menezes.

Figura que nunca ganhara um título importante e a seleção perde dois anos de preparação apanhando de todo mundo e jogando como time amador. Mais um fiasco nas olimpíadas e o Brasil na pior colocação de sua história no ranking da FIFA - Se é que isso serve pra alguma coisa. Sob a batuta do Mano.

Agora, no desespero, a Copa do Brasil estava na porta. Para mais uma “renovação” entra o fanfarrão Felipão que deixou o Palmeiras rebaixado e como supervisor, o velho Parreira, que havia fracassado em 2006. E que serviu pra que mesmo?

Durante um ano, por sorte tivemos a presença em campo do cracaço Neymar. O retrospecto com o Neymar em campo lhe garante o título de Camelo do ano, carregou todo mundo em suas costas. Quando ele sai o time todo afunda nas areias do Mineirão.

É por isso que o Futebol brasileiro vive em plena decadência, com uma mentalidade velha e corrupta no comando que aposta em velhos e defasados campeões. Perder faz parte, mas estamos perdendo pra esse sistema onde os velhos poderes ainda mandam no Brasil. Infelizmente.

TEXTO E ILUSTRAÇÃO © PAULO EMMANUEL
Diretor de arte da TRIBUNA DO SALGADO
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