#NOTÍCIADAHORA: DITADURA TORTUROU E MATOU BRAGANTINO:

Antes que a noite apague de vez a História e oculte a memória social, o jornal TRIBUNA DO SALGADO presta tributo ao operário bragantino JOAQUIM ALENCAR DE SEIXAS, nascido no dia 2 de janeiro de 1922 e torturado até a morte nos porões da ditadura no dia 17 de abril de 1971.


“Roque”, como ficou conhecido na clandestinidade, era militante e dirigente do Movimento Revolucionário Tiradentes (MRT), desde os 19 anos de idade. Preso junto com o filho Ivan, então com 16 anos de idade, foi levado a 37ª Delegacia de Polícia de São Paulo, na própria Rua Vergueiro, e de lá conduzidos ao DOI-CODI, que assumia àquela altura a Operação Bandeirante (OBAN Brasil).
Antes mesmo de serem interrogados e torturados, os dois, pai e filho, foram espancados nos estacionamentos das duas delegacias e apanharam tanto que partiu as algemas que os prendiam um ao outro. A casa do nosso conterrâneo foi invadida e saqueada pela repressão e sua família foi presa e presenciou as sessões de tortura comandadas pelos agentes repressivos envolvidos neste assassinato, os torturadores Carlos Alberto Brilhante Ustra Tibiriçá, Dalmo Lúcio Muniz Cirillo , Davi Araújo dos Santos , Pedro Mira Granzieri (policiais), Paulo Augusto Queiroz Rocha e Pérsio José R. Carneiro (médicos legistas).


A polícia informou de acordo com o Exame de Cadáver, o falecimento ocorreu devido a ferimentos recebidos durante tiroteio com órgãos de segurança. E a imprensa compactuava com esta mentira, tanto é que o Diário Popular de SP publicou no dia 18 de abril de 1971 o seguinte: “Morto ontem chefe dos assassinos de Boilesen: baleado e morto chefe dos assassinos do industrial. Foi morto Dimas Casemiro, acusado, juntamente com Joaquim Alencar Seixas (morto ao resistir à voz de prisão), do assassinato do industrial Henning Albert Boilesen”.
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